O mercado de carbono entre 05 e 12 de junho
12/06/2012 - Autor: Fernanda B. Müller - Fonte: Instituto CarbonoBrasil
Os registros de emissões de carbono estão fechados na Europa devido ao período de transição para o sistema comum, que entra em operação em 20 de junho, portanto as negociações à vista também estão suspensas temporariamente. As duas semanas de parada podem significar “meses até que a liquidez volte no mercado à vista”, alerta a Point Carbon.
Isto contribui para o enfraquecimento do mercado, já terrivelmente abatido pelos problemas macroeconômicos europeus cada vez mais preocupantes e pelo excesso de permissões e créditos de carbono.
Segundo um relatório recente do CDC Climate Research, as estimativas de excesso de créditos durante a terceira fase do EU ETS alcançam 1,5 gigatoneladas de CO2e, equivalente a cerca de 80% das emissões anuais dos participantes do esquema.
As permissões de emissão da União Europeia (EUAs, em inglês) para dezembro de 2012 continuam na faixa de € 6,5 - € 7 com os preços apoiados pelo hedging das usinas de energia apesar da perpetuação dos grandes volumes disponíveis para a venda e um ambiente econômico muito pessimista, comentaram analistas do Barcays Capital.
As Reduções Certificadas de Emissão (RCEs) para dezembro de 2012 também estão estáveis durante as últimas duas semanas, entre € 3 e € 3,5/t. O spread entre os contratos para 2012 e 2013 continua em cerca de € 0,34/t.
"O spread entre RCE e ERU foi a grande mudança nesta semana, novamente em alta de € 0,25/t devido à emissão pesada de ERUs pela Ucrânia", disse o Barclays Capital.
Para Nigel Brunel, analista da OMFinancial, a competição entre RCEs e ERUs deve esquentar ao longo do ano, com as ERUs pressionando ainda mais o preço das RCEs.
Mais um relatório, publicado na segunda-feira (11) pelo Greenpeace e WWF, defende que apenas o adiamento da venda de um determinado volume de EUAs não será suficiente para recuperar os preços do carbono.
As projeções deste estudo, condizentes com o montante estimado pelo CDC Climate Research (1,42 Gt CO2e até 2020), indicam que o mercado europeu pode ter oferta de permissões de sobra até 2024, a menos que legisladores introduzam metas mais robustas de corte nas emissões e removam permanentemente o excesso do sistema.
O relatório veio em um momento crucial, na segunda-feira (11), quando Ministros do meio ambiente de toda a Europa se reuniam em Luxemburgo. Após o encontro, Connie Hedeggard, Comissária para Ação Climática da União Europeia, anunciou que o relatório sobre o EU ETS incluindo uma proposta para o adiamento de leilões de permissões de carbono será lançado antes do recesso de verão (em agosto).
O relatório também englobará opções de longo prazo para a melhoria do esquema europeu após a queda de 60% no valor dos créditos de carbono desde o início do ano. Hedegaard espera que o trabalho sobre as novas regras seja finalizado até o final do ano.
Créditos de compensação das emissões provenientes da destruição do metano e de substâncias nocivas à camada de ozônio poderão ser utilizados no esquema do Quebec, segundo o novo documento.
Apenas cinco meses antes do primeiro leilão do seu esquema de cap and trade, em 14 de novembro, as críticas continuam a aparecer na Califórnia.
Na sexta-feira (08), ativistas de direitos civis e justiça ambiental pediram à Agência de Proteção Ambiental (EPA, em inglês) dos Estados Unidos que suspenda o sistema de comércio de emissões da Califórnia.
A queixa é que o programa discrimina minorias ao permitir aos poluidores de áreas que têm baixa renda (habitadas na sua maioria por afrodescendentes, latinos e asiáticos) o uso de créditos de compensação das emissões para cumprir suas cotas.
"O Cap and trade permite que eles comprem permissões de outras fábricas ou compensações de outros estados e até mesmo internacionais, negando às comunidades próximas a refinarias e outras empresas poluidoras os benefícios que decorreriam de regulamentações diretas", explicou Brent Newell, advogado do Centro para Raças, Pobreza e Ambiente, que registrou a reclamação na EPA.
Um porta-voz do Air Resources Board, administrador do esquema californiano, declarou que existem outras regulamentações em vigor no estado que focam no controle da poluição local e que o objetivo do mercado de carbono é controlar as emissões em nível estadual.
Apesar dos preços quase insignificantes, a Iniciativa Regional de Gases do Efeito Estufa (RGGI em inglês) comemorou na segunda-feira (11) o sucesso do sistema que reúne nove estados norte-americanos.
Números relativos ao balanço dos três primeiros anos da RGGI mostram um total de US$ 1,6 bilhão somando à economia dos estados participantes, uma economia de US$ 1,1 bilhão em eficiência energética e a criação de 16 mil postos de trabalho.
No 16° leilão da iniciativa, realizado na quarta-feira (06), 57% das 36,4 milhões de permissões de emissão oferecidas foram compradas por US$ 1,93/t (piso do leilão).
Fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/?item=240&id=730789
Segundo um relatório recente do CDC Climate Research, as estimativas de excesso de créditos durante a terceira fase do EU ETS alcançam 1,5 gigatoneladas de CO2e, equivalente a cerca de 80% das emissões anuais dos participantes do esquema.
As permissões de emissão da União Europeia (EUAs, em inglês) para dezembro de 2012 continuam na faixa de € 6,5 - € 7 com os preços apoiados pelo hedging das usinas de energia apesar da perpetuação dos grandes volumes disponíveis para a venda e um ambiente econômico muito pessimista, comentaram analistas do Barcays Capital.
As Reduções Certificadas de Emissão (RCEs) para dezembro de 2012 também estão estáveis durante as últimas duas semanas, entre € 3 e € 3,5/t. O spread entre os contratos para 2012 e 2013 continua em cerca de € 0,34/t.
"O spread entre RCE e ERU foi a grande mudança nesta semana, novamente em alta de € 0,25/t devido à emissão pesada de ERUs pela Ucrânia", disse o Barclays Capital.
Para Nigel Brunel, analista da OMFinancial, a competição entre RCEs e ERUs deve esquentar ao longo do ano, com as ERUs pressionando ainda mais o preço das RCEs.
Mais um relatório, publicado na segunda-feira (11) pelo Greenpeace e WWF, defende que apenas o adiamento da venda de um determinado volume de EUAs não será suficiente para recuperar os preços do carbono.
As projeções deste estudo, condizentes com o montante estimado pelo CDC Climate Research (1,42 Gt CO2e até 2020), indicam que o mercado europeu pode ter oferta de permissões de sobra até 2024, a menos que legisladores introduzam metas mais robustas de corte nas emissões e removam permanentemente o excesso do sistema.
O relatório veio em um momento crucial, na segunda-feira (11), quando Ministros do meio ambiente de toda a Europa se reuniam em Luxemburgo. Após o encontro, Connie Hedeggard, Comissária para Ação Climática da União Europeia, anunciou que o relatório sobre o EU ETS incluindo uma proposta para o adiamento de leilões de permissões de carbono será lançado antes do recesso de verão (em agosto).
O relatório também englobará opções de longo prazo para a melhoria do esquema europeu após a queda de 60% no valor dos créditos de carbono desde o início do ano. Hedegaard espera que o trabalho sobre as novas regras seja finalizado até o final do ano.
América do Norte
O governo do Quebec comemorou nesta segunda-feira (11) a superação da primeira etapa para conectar o seu mercado de carbono com o da Califórnia através da Western Climate Initiative (WCI), que entra em vigor em 1° de janeiro de 2013. O projeto que regulamenta o sistema de negociações de créditos de carbono foi publicado no Diário Oficial e está aberto para consulta pública nos próximos 60 dias.Créditos de compensação das emissões provenientes da destruição do metano e de substâncias nocivas à camada de ozônio poderão ser utilizados no esquema do Quebec, segundo o novo documento.
Apenas cinco meses antes do primeiro leilão do seu esquema de cap and trade, em 14 de novembro, as críticas continuam a aparecer na Califórnia.
Na sexta-feira (08), ativistas de direitos civis e justiça ambiental pediram à Agência de Proteção Ambiental (EPA, em inglês) dos Estados Unidos que suspenda o sistema de comércio de emissões da Califórnia.
A queixa é que o programa discrimina minorias ao permitir aos poluidores de áreas que têm baixa renda (habitadas na sua maioria por afrodescendentes, latinos e asiáticos) o uso de créditos de compensação das emissões para cumprir suas cotas.
"O Cap and trade permite que eles comprem permissões de outras fábricas ou compensações de outros estados e até mesmo internacionais, negando às comunidades próximas a refinarias e outras empresas poluidoras os benefícios que decorreriam de regulamentações diretas", explicou Brent Newell, advogado do Centro para Raças, Pobreza e Ambiente, que registrou a reclamação na EPA.
Um porta-voz do Air Resources Board, administrador do esquema californiano, declarou que existem outras regulamentações em vigor no estado que focam no controle da poluição local e que o objetivo do mercado de carbono é controlar as emissões em nível estadual.
Apesar dos preços quase insignificantes, a Iniciativa Regional de Gases do Efeito Estufa (RGGI em inglês) comemorou na segunda-feira (11) o sucesso do sistema que reúne nove estados norte-americanos.
Números relativos ao balanço dos três primeiros anos da RGGI mostram um total de US$ 1,6 bilhão somando à economia dos estados participantes, uma economia de US$ 1,1 bilhão em eficiência energética e a criação de 16 mil postos de trabalho.
No 16° leilão da iniciativa, realizado na quarta-feira (06), 57% das 36,4 milhões de permissões de emissão oferecidas foram compradas por US$ 1,93/t (piso do leilão).
Fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/?item=240&id=730789

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