quinta-feira, 31 de maio de 2012

REDD Desk

Parada obrigatória para quem se interessa por REDD

Ricardo Barreto, GVces
REDD Desk é uma plataforma de informação sobre iniciativas e discussões em Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) que promete se tornar obrigatória para quem trabalha com o tema ou tem interesse na questão.
Iniciativa do Global Cannopy Programme e do Forum on Readiness for REDD (representado pelo IPAM), a plataforma tem caráter colaborativo e pretende oferecer conteúdos explicativos sobre REDD, do mais básico ao mais avançado, um Wiki que acompanhe as novidades nas discussões e conceitos, além de uma agenda internacional, notícias, sala de imprensa e fórum.
A REDD Desk traz também uma biblioteca que tem como destaque um banco de dados sobre diferentes países no mundo, trazendo dados sobre suas florestas, conservação e proteção dos recursos naturais, estado da arte sobre REDD em cada país, instituições, políticas, projetos e financiamentos envolvidos, estatísicas, entre outras informações. Em breve, o sistema permitirá a comparação entre países.
O sistema está em versão beta, portanto ainda em fase de testes, mas já está bastante funcional e recebendo as contribuições de quem acompanha REDD mundo afora.
Acesse: www.thereddesk.org

Fonte:http://www.oc.org.br/blog/?p=1493


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Projeto REDD-PAC é lançado no INPE



25/05/2012     -   Fonte: INPE
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) promoveu o lançamento do projeto REDD-PAC (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal), uma parceria internacional com IIASA (Instituto Internacional para Análises de Sistemas Aplicados, Áustria), COMIFAC (Comissão de Florestas da África Central), UNEP-WCMC (Programa das Nações Unidas para Ambiente - Centro Mundial de Monitoramento da Conservação) e IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

O projeto, que tem o apoio do escritório internacional do Global Land Project (GLP), sediado no INPE, foi lançado durante workshop realizado de 22 a 24 de maio.

O REDD-PAC visa o desenvolvimento de know-how técnico e capacidade na concepção eficiente, eficaz e ambientalmente relevante de estratégias de REDD+ (veja abaixo). Além disso, o projeto funcionará como um fórum global para compartilhar e melhorar os dados globais sobre as florestas e as forçantes do desmatamento, e desenvolver metodologias de referência para modelagem de REDD+, bem como de ordenamento do território.

O projeto irá se beneficiar da experiência já existente nas organizações parceiras. O IIASA contribuirá com sua capacidade de modelagem global. INPE e COMIFAC irão contribuir fornecendo dados de alta resolução sobre o Brasil e países da Bacia do Congo, respectivamente. O INPE também contribuirá com resultados espaciais complementares, a partir de seus modelos de alta resolução de desmatamento. O WCMC oferecerá sua experiência na área de indicadores de biodiversidade.

A parte de modelagem do projeto incidirá sobre as florestas tropicais da África Central e do Brasil. A análise será desenvolvida em três fases: descrição espacial das forçantes de desmatamento, recursos florestais, os estoques de carbono, biodiversidade e áreas prioritárias para a conservação das áreas em estudo; descrição quantitativa de um conjunto de REDD+ e cenários de biodiversidade; avaliação dos impactos de cada cenário sobre a economia, usos da terra, reduções de emissão e outros indicadores ambientais.

O site do workshop está disponível online

Saiba mais sobre REDD

O conceito de REDD (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) parte da ideia de incluir na contabilidade das emissões de gases de efeito estufa aquelas que são evitadas pela redução do desmatamento e a degradação florestal.  Segundo este conceito, os países em desenvolvimento detentores de florestas tropicais, que conseguissem promover reduções das suas emissões nacionais oriundas de desmatamento, receberiam compensação financeira internacional correspondente às emissões evitadas. O conceito de redução compensada tornou-se a base da discussão de REDD.

REDD+

Hoje o conceito foi ampliado e é conhecido como REDD+, que se refere à construção de um mecanismo, ou uma política, que deverá contemplar formas de prover incentivos positivos aos países em desenvolvimento que tomarem uma ou mais das seguintes ações para a mitigação das mudanças climáticas:

1. Redução das emissões derivadas de desmatamento e degradação das florestas;
2. Aumento das reservas florestais de carbono;
3. Gestão sustentável das florestas;
4. Conservação florestal.


terça-feira, 22 de maio de 2012

Brasil lançará plano nacional REDD até o final de 2012


IPAM - A tão aguardada estratégia de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação forestal), como apontam os especialistas, é vista como uma forma do país arrecadar significantes quantias de financiamento de carbono para proteger suas vastas florestas tropicais. Silvicultura é um dos vários setores no qual o governo brasileiro pretende implementar regulações de gases de efeito estufa nos próximos anos. Uma política nacional REDD integraria estratégias em nível estadual que já estão encaminhadas em regiões Amazônicas como o Acre e o Pará. Segundo Mauro Pires, subsecretário brasileiro de mudanças climáticas, isso também daria confiança a investidores privados, que têm se mostrado receosos de investir em programas isolados REDD.
“No ano passado nós tivemos vários debates entre o governo e a sociedade. Neste ano nós levamos essas discussões para autoridades em diversos ministérios,” argumentou Pires. “Nossa expectativa é que um esboço para uma estratégia nacional seja entregue para autoridades do governo até o final do ano”, explicou.


"REDD Catapora"
Pesquisadores da área têm criticado o ritmo dessas discussões, declarando que o Brasil deveria ter um rascunho pronto até junho, quando o país sediará a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, conhecida como Rio+20. “O país deveria otimizar uma estratégia nacional que integre e reconheça o trabalho já feito nos estados”, disse Paulo Moutinho, diretor executivo do influente Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e um dos primeiros proponentes do conceito REDD em negociações climáticas internacionais. “O pior que poderia acontecer é o que chamamos de "REDD catapora", com diferentes pontos espalhados no país. Investidores olhariam a situação e não colocariam dinheiro devido à incerteza,” declarou a jornalistas em evento realizado em São Paulo na última quarta-feira (7).
O acordo sobre a REDD nas negociações climáticas das Nações Unidas em Durban permitiram aos governos em países mais pobres implementar programas REDD nacionais financiados por países ricos. A maioria da atividade REDD que está acontecendo até então, é na forma de projetos individuais extraoficiais ou iniciativas a nível estadual. Alguns temem que, à medida que países caminham em direção a sistemas que registrem desmatamento e emissões de GEE relacionadas, sob um quadro global REDD usando níveis nacionais como referência para medir reduções, créditos REDD gerados de projetos subnacionais ou individuais podem não ser reconhecidos.

Equilíbrio bilionário
O IPAM estima que se o Brasil conseguirá cumprir seu objetivo de reduzir o desmatamento em 80% até 2020, o país teria de cortar o equivalente a 5,7 bilhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono reduzidas.“A grande questão é: quem paga essa conta?”, questionou Moutinho. Moutinho explicou que o sistema poderia começar com financiamento local de fontes públicas e privadas para reduzir o desmatamento, e evoluir para um programa internacional quando as negociações a um nível COP avançarem.
Diversos estados brasileiros já estão implementando políticas que trabalham com a REDD. Um deles, o Acre, já fechou acordo com a Califórnia para trocar créditos de carbono advindos de redução de desmatamento. O ministro do meio ambiente argumentou que o Brasil não está demorando em entregar sua estratégia REDD porque devido ao tamanho de suas florestas e de sua biodiversidade, é necessária uma discussão mais detalhada sobre a política REDD e feedback do processo de negociação internacional sobre o clima.
Ele afirmou que “apesar do progresso (em relação à REDD) na última COP (Conferência das partes) em Durban”, ainda há um longo caminho a percorrer antes de haver um consenso em estruturar um método de trabalho global REDD.

Laercio Bruno Filho


Projeto brasileiro de Redd recebe prêmio internacional

23 de abril de 2012 12h22 
Reserva brasileira recebe prêmio internacional por projeto de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (Redd). A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Juma foi premiada pelo portal Eco-Index na categoria Melhores Lições Aprendidas. O portal, gerenciado pela Rainforest Alliance, disponibiliza informações sobre mais de mil projetos de conservação em toda a América.

Criado pela Fundação Amazonas Sustentável, O principal objetivo da ação é assegurar a redução das emissões de gases de efeito estufa, controlando e monitorando o desmatamento na Reserva do Juma, localizada no Estado do Amazonas. A ideia é conter até 2016 o desmatamento em 7.799 hectares de floresta tropical, o que corresponde à emissão de 3.611.723 toneladas de CO2 para a atmosfera. Até 2050, esse número deve ser ampliado para 329.483 hectares, o equivalente a emissão de 189.767.027 toneladas de CO2.

Durante quatro anos (de 2008 até 2012), o projeto recebeu financiamento de US$ 500 mil anuais da rede de hotéis Marriott International. Com o investimento, a estratégia é apostar na produção sustentável, possibilitando a melhora das condições econômicas das comunidades locais e, ao mesmo tempo, a conservação da floresta.

A região recebeu dois núcleos de conservação e sustentabilidade, que contam com escola, alojamentos para professores e alunos e posto de saúde. Além disso, uma base de monitoramento e vigilância que ajuda na gestão florestal e realização de estudos e atividades comunitárias.

O projeto já havia sido premiado em outras ocasiões. Em 2008, foi o primeiro do mundo a receber a classificação ouro no padrão Clima, Comunidade e Biodiversidade (CCB). Em 2010, como exemplo de monitoramento e metodologia de avaliação nas categorias clima e mudanças climáticas, compensação de carbono e conservação baseada no envolvimento comunitário.

Fonte: http://invertia.terra.com.br/sustentabilidade/noticias/0,,OI5734523-EI18949,00.html

sábado, 12 de maio de 2012

RIO+20 - Pegada Ecológica