sexta-feira, 27 de abril de 2012

NEUROFOREST - site de softwares Florestais

Está no ar o site NeuroForest, que se apresenta como uma tentativa de aumentar a divulgação de conhecimentos em Inventário, Mensuração e Manejo Florestal em todo o país. O site foi construído pelo Engenheiro Daniel Binoti e já contém alguns dos sistemas desenvolvidos pelo mesmo, em parceria com os Prof. Mayra L.S. Binoti (UFVJM) e Helio Garcia Leite (UFV).
http://neuroforest.ucoz.com/

Essa iniciativa propõe a utilização de softwares gratuitos para resolução de problemas simples e complexos do setor, principalmente na área de aplicação de técnicas de inteligência artificial, como Redes Neurais Artificiais (RNA) e técnicas de busca heurística. Os softwares disponíveis atualmente são o NeuroForest, FitFD, OtimToras, Select e RPF. Todos eles são disponibilizados gratuitamente, sendo o foco da inciativa que sejam empregados por professores, estudantes, engenheiros florestais, empresas e produtores florestais em geral.

O NeuroForest foi desenvolvido para aplicação de Redes Neurais Artificiais em diferentes tipos de problemas. Ele contém um conjunto abrangente de métodos para construção e simulação de redes neurais com dispositivos de solução de problemas inteligentes, permitindo a total liberdade para a seleção de centenas de tipologias, dependendo do tipo de problema e demanda do usuário. Esse sistema surge em um momento importante, uma vez que resultados extraordinários de uso de redes neurais na ciência florestal vem sendo obtidos pela equipe, em Viçosa-MG já há alguns anos. Já foram desenvolvidas soluções com RNA para os diversos problemas, como estimação volumétrica, prognose da produção, estimação de alturas de árvores, dentre outros, sendo que alguns resultados apresentam ganhos econômicos extraordinários.

O FitFD foi desenvolvido para ajuste de distribuições estatísticas. Ele permite o ajuste de diversas funções de densidade probabilidade, dente elas, destacam-se a Weibull, hiperbólica, logística, dentre outras, com 2, 3 ou quatro parâmetros, com ou sem truncamento a direita. O software permite uma análise detalhada da qualidade dos ajustamentos visando a construção de modelos de distribuição de diâmetros. Os ajustes e avaliação dos ajustamentos são feitos com grande facilidade, velocidade e capacidade de analise gráfica.

O OtimToras foi criado para auxiliar na conversão ótima de árvores e, ou de povoamentos em sortimentos ou multiprodutos da madeira. O Sistema permite a escolha de diversos modelos de taper, definição completa de todas as características dos produtos obtidos e imposição de restrições globais e por produto. A solução é obtida empregando programação inteira mista e algoritmos genéticos.

O Select utiliza-se de técnicas de Pesquisa Operacional para a escolha de parcelas para o ajuste de modelos de Predição da Produção. Testes já realizados comprovaram que o sistema permite reduzir os custos com instalação e medição de parcelas permanentes de inventário florestal contínuo em mais de 50%. Isto é possível porque o software identifica as parcelas não são significativas para a modelagem do crescimento e da produção. É um software importante para empresas do setor de celulose, onde a modelagem sempre requer pré-estratificação dos dados. Muitas vezes essa estratificação se baseia apenas em certos atributos dos povoamentos, como classe de local, espaçamento, regime de corte e clone e resulta em grande e desnecessária frequência de parcelas na condição média.

O RPF (Regulação da Produção Florestal) é um sistema para a geração de modelos de regulação florestal, permitindo a utilização de diversas configurações e simulações de cenários pelo usuário. O Sistema não possui limitações de unidades de manejo, ou tamanho do horizonte de planejamento para a geração de modelos. O RPF pode ser empregado no planejamento de longo prazo com diferentes objetivos: maximização da produção, maximização da renda liquida anual, maximização do valor presente líquido global, minimização de custos ou minimização do custo médio da produção. O usuário pode utilizar diferentes níveis para as unidades de manejo, como classe de idade, projeto, fazenda, lote, quadra ou talhão e optar pela solução com ou sem singularidade.

Apoie a ideia, entre no site, contribua utilizando os sistemas e divulgando-os. Quaisquer sugestões dos sistemas podem ser implementadas pelos desenvolvedores, dúvidas sobre a utilização dos sistemas podem ser tiradas pelos fóruns, garantindo a utilização e segurança dos sistemas.
Fonte: http://painelflorestal.com.br/noticias/novidade/14803/esta-no-ar-o-site-neuroforest

quinta-feira, 19 de abril de 2012

CERTIFICADO DE CARBONO

Projeto florestal no Brasil recebe 1º certificado de carbono

A Organização das Nações Unidas emitiu 4,1 milhões de créditos de carbono na sexta-feira para um projeto de reflorestamento no Brasil, o que fez dele o primeiro projeto florestal no mundo a receber Certificados de Reduções de Emissões temporários (tCERs, em inglês), informou o Banco Mundial.
O Fundo BioCarbon, um fundo público-privado administrado pelo Banco Mundial, vai comprar os créditos de carbono em nome de seus participantes, que incluem alguns governos europeus e grandes companhias emissoras de gases estufa em países como Japão.
Certificados de Reduções de Emissões temporários são emitidos a participantes em projetos de reflorestamento enquadrados sob o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (CDM, em inglês) da ONU para representar a não permanência desses tipos de atividades.
Há pouca demanda por esses créditos devido ao fato de expirarem no fim do período de compromisso de Kyoto no qual foram emitidos e precisarem ser substituídos no registro do UNFCC (Diretrizes para a Convenção sobre Mudança Climática as Nações Unidas) por outros créditos.
O projeto Plantar gera CERs para reduções de emissões produzidas a partir do corte no uso de combustíveis fósseis na indústria de ferro e aço do Brasil e com o uso de plantações de eucalipto como escoadouros de carbono.
O projeto de reflorestamento, que tem sido apoiado por fundos do Banco Mundial desde 2001, enfrentou uma longa jornada antes de alcançar a fase de emissão de certificados.
“Temos trabalhado com o grupo Plantar por uma década e o fato de que eles são a primeira companhia no mundo a gerar tCERs é um testumunho à inovação e dedicação deles”, disse Joelle Chassard, do Banco Mundial.
Após vários atrasos no processo de registro junto ao CDM, o projeto recebeu aprovação da ONU em setembro de 2010. (Fonte: Portal iG)

fonte: http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2012/04/17/82286-projeto-florestal-no-brasil-recebe-1%c2%ba-certificado-de-carbono.html

REED

REDD+

 
Tribo amazônica se torna a primeira a ter aval para vender créditos de REDD para conservação florestal

13/04/2012     -   Fonte: Mongabay


Uma tribo amazônica se tornou o primeiro grupo indígena na maior floresta tropical do mundo a ganhar certificação de um projeto de conservação de carbono florestal, estabelecendo potencialmente um precedente para outros grupos dependentes das florestas procurarem compensação para salvaguardar suas florestas nativas.
Hoje, a Paiter-Suruí, uma tribo com 1300 membros, anunciou que seu Projeto de Carbono Florestal Suruí foi validado tanto sob o Padrão de Carbono Verificado (VCS) quanto pelo Padrão Ouro de Clima, Comunidade e Biodiversidade (CCB), os principais padrões para creditar projetos que visam reduzir as emissões de gases do efeito estufa do desmatamento e degradação florestal, um conceito conhecido como REDD.
“Gerações futuras também têm o direito de viver, o direito de ter florestas”, disse o Cacique Almir Narayamoga Suruí, chefe da Paiter-Suruí. “Esse projeto torna possível para nós preservarmos a floresta como fornecedores de um serviço ecossistêmico.”
“Esse estudo confirma que temos o direito ao carbono, e também é uma política e um instrumento jurídico importante para reconhecer os direitos dos povos indígenas ao carbono em suas florestas remanescentes”, afirmou Narayamoga. “Isso ajuda em nosso diálogo com o governo, as empresas e outros setores, fortalecendo a autonomia de povos indígenas para gerirem nossos territórios.”
O projeto é parte de um plano mais amplo de 50 anos da Paiter-Suruí para apoiar sua cultura e administrar suas florestas enquanto aumenta a renda para a tribo. Por anos, a Paiter-Suruí lutou para combater a invasão de fazendeiros e madeireiros ilegais. A paisagem ao redor da reserva indígena tem sido em sua maioria desmatada.
Territórios indígenas cobrem mais de um quinto da Amazônia brasileira, fazendo das tribos nativas potenciais beneficiadas de programas que pagam aos proprietários para evitar o desmatamento. O projeto Suruí foi visto como um caso teste para saber se os grupos indígenas podem realmente obter benefícios reais e substanciais a partir desses programas.
O projeto estabeleceu precedentes jurídicos para reivindicações indígenas de pagamentos de carbono, serviu como um teste para sistemas avançados para medir estoques de carbono florestal, e explorou abordagens para distribuir benefícios pelas comunidades.
“Esse projeto pode ser um modelo para grupos indígenas do Brasil”, declarou Divaldo Rezende, secretário ambiental do Tocantins. “Estamos acompanhando isso bem de perto no nosso estado, e sei que outros também estão.”
De acordo com validadores de projeto, a iniciativa evitou que cerca de 205 mil toneladas de dióxido de carbono fossem emitidas na atmosfera pelo desmatamento entre 2009 e 2011. Os créditos valem provavelmente mais de US$ 1 milhão no mercado voluntario.
A Paiter-Suruí espera ganhar consideravelmente mais nos próximos 30 anos – o território deles cobre 248 mil hectares, que provavelmente seriam desmatados nas próximas décadas sem a proteção e os esforços de manejo deles.
A certificação do Projeto de Carbono Florestal Suruí é vista como um desenvolvimento positivo para apoiadores do REDD, que visam compensar os países tropicais por protegerem florestas, mas que teve um início infeliz devido a um influxo de desenvolvedores de projeto inescrupulosos em alguns países; a controvérsias sobre salvaguardas, direitos de terra, monitoramento e verificação e os tipos de projetos que se qualificam para pagamentos; e a desafios em reformar o setor florestal e complexidades de conceber os aspectos financeiros do mecanismo.
O projeto Suruí foi administrado para evitar muitas dessas armadilhas através do engajamento de stakeholders, planejamento cauteloso e o apoio de uma grande gama de organizações, incluindo a Forest Trends, Equipe de Conservação da Amazônia, Kanindé, Instituto para Conservação e Desenvolvimento sustentável do Amazonas (Idesam), Fundo de Biodiversidade Brasileira (Funbio) e Google.

Traduzido por Jéssica Lipinski
Leia o original no Mongabay


segunda-feira, 2 de abril de 2012

REDD Plus

REDD Plus: Importante mecanismo na preservação ambiental
Atualização em Ter, 14 de Fevereiro de 2012 13:28 Escrito por Isabella Franchini, Rodrigo A.C. Lima    
Um dos principais desafios na preservação ambiental é lidar com as pressões financiera que fazem com que o desmatamento avance sobre a vegetação nativa. É inegável o valor das florestas e da Link no GlossáriobiodiversidadeBiodiversidade : Biodiversidade ou diversidade biológica é o conjunto de organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos, além dos complexos ecológicos de que fazem parte. Compreende ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas.(conceito de ecologia_variedade entre espécies.. diversidade dentro e fora inter e intra específico) As mudanças climáticas e seus efeitos poderão afetar o funcionamento dos ecossistemas, por meio da perda de ambientes favoráveis para os ecossistemas, além da possível extinção de várias espécies . e muitos estudos comprovam que a destruição da natureza traz consequências amargas para o planeta, como catástrofes ambientais, mudanças extremas no clima, que redundam em prejuízos sociais e econômicos.
Não é raro que desmatamentos ocorram porque quem os realiza busca o lucro concreto e imediato advindo da extração de madeira, de atividades ligadas à agricultura e pecuária ou à extração mineral. Por essa razão, governos e sociedades devem fortalecer os mecanismos de pagamentos por Link no Glossárioserviços ambientaisServiços ambientais : Serviços ambientais (ou serviços ecossistêmicos) são as funções desempenhadas pelos ecossistemas - manejados ou não – que trazem benefícios diretos ou indiretos para o homem. Exemplos desses serviços são a produção de alimentos, energia e fibras, a regulação do clima e dos fluxos hidrológicos, o suporte de formação do solo e a ciclagem de nutrientes. Atualmente existem varias pesquisas que visam estimar o valor monetário desses serviços, de modo que essa valoração contribua para a conservação de ecossistemas e para a continuidade na provisão desses serviços. Também existem diversas iniciativas, públicas e privadas, de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA), que são mecanismos de compensação flexíveis pelos quais os provedores de serviços ambientais são pagos pelos usuários destes serviços. , atribuindo um valor justo para as florestas em pé e motivando os proprietários de terra a mantê-las íntegras.
Criado em 2005, na 13ª° Conferência das Partes (COP), no Âmbito da Convenção Quadro das Nações Unidas para mudanças no Clima, o REDD era, inicialmente, um instrumento no combate ao aquecimento global pela redução da emissão de Link no Glossáriogases de efeito estufa (GEE)Gases de Efeito Estufa (GEE) : são "Constituintes gasosos da atmosfera, naturais e antrópicos, que absorvem e reemitem radiação infravermelhas”, segundo a Convenção das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas (UNFCC). Isso impede que ocorra uma perda demasiada de calor para o espaço, mantendo a superfície da Terra aquecida. Os principais gases de efeito estufa são o dióxido de carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nítrico (N2O). Segundo o IBGE, a agricultura e as mudanças no uso da terra e florestas são respectivamente responsáveis, em CO2 equivalentes, por 25% e 55% do total das emissões de gases de efeito estufa no Brasil. . Estima-se que 20% das emissões globais advém do desmatamento e degradação de áreas nativas. A preservação florestal, no entanto, não é importante apenas na redução das emissões: ela também é importante para a biodiversidade e vida da comunidade. Por isso, o mecanismo passou a abranger também, a partir da COP 16, a proteção à biodiversidade e a qualidade de vida das comunidades que vivem perto das matas, passando a ser chamado de REDD Plus.
A iniciativa decorreu da constatação de que os países ricos precisavam se engajar na proteção das florestas, transferindo recursos financeiros para países mais pobres, de forma a agregar valor de mercado à preservação ambiental, evitando-se, assim, os desmatamentos. Os principais objetivos do REDD Plus são: reduzir emissões advindas do desmatamento e da degradação ambiental, reconhecer e fortalecer o valor das florestas como estoques de carbono e reconher práticas de manejo sustentável das florestas. Cabe a cada nação definir suas próprias estratégias e planos de ação para a proteção da vegetação nativa no âmbito do REDD Plus.
O REDD criou o conceito de salvaguardas (isso é, mecanismos de proteção para áreas prioritárias) que devem guiar os governos para coibir os chamados “drivers” do desmatamento. Os planos de ação financiados pelos recursos oriundos do REDD presumem identificar as causas que levam ao desmatamento e combatê-las. Assim, evitam-se desmatamentos realizados principalmente por populações pobres, que, por necessitarem de recursos, acabam suprimindo importantes santuários ambientais e biológicos. Quando essas mesmas populações passam a receber para preservar áreas cobertas por vegetação nativa, desmatar vira um despropósito.
O REDD plus ilustra muito bem o fato de que a responsabilidade pela preservação ambiental dever ser de todos, não apenas de agricultores ou populações locais. O pagamento pela manutenção de florestas beneficia não só o meio ambiente, mas as populações locais, o que é um grande diferencial da iniciativa. Não é possível considerar a preservação do meio ambiente sem levar em conta a manutenção das sociedades, que têm direito a continuar produzindo e crescendo.
Conciliar preservação ambiental e desenvolvimento é o grande desafio da atualidade. A crescente demanda por alimentos ao redor do mundo exige que áreas de férteis para produção agrícola sejam usadas pela agricultura enquanto áreas nativas seja preservadas, sem que haja pressão por desmatamento, o que pode ser atingido por meio de mecanismos como o REDD plus.
 
fonte:http://www.redeagro.org.br/artigo-mudanca-do-clima/299-redd-plus-importante-mecanismo-na-preservacao-ambiental