terça-feira, 8 de novembro de 2011
AUSTRÁLIA E SEU MERCADO DO CARBONO
Finalmente, depois de mais de dez anos de debates, a Austrália aprovou o pacote de leis que criam a sua tão prometida taxa sobre emissões de gases do efeito estufa e que lançam a plataforma inicial para o estabelecimento de um mercado de carbono.
O país começará a cobrar A$ 23 (R$ 41,79) por tonelada de carbono dos seus 500 maiores emissores a partir de julho do ano que vem. Depois, em 2015, o preço será flutuante e sujeito às necessidades do mercado, sendo que o governo controlará a quantidade de permissões disponíveis assim como um valor mínimo e máximo para elas.
A notícia, apesar de criticada pela oposição e por entidades industriais australianas, foi muito bem recebida por analistas internacionais, que acreditam que ela pode trazer um fôlego novo para as estagnadas negociações climáticas da ONU.
A aprovação chega também em boa hora para balancear dados ruins sobre o crescimento das emissões mundiais.
Primeiro foi o Departamento de Energia dos Estados Unidos que afirmou que as emissões globais de dióxido de carbono subiram 6% no último ano, atingindo o mais alto nível já registrado. Depois veio a consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), que revelou que a intensidade global de carbono – nível de emissões de CO2 por unidade de produção – voltou a subir depois de dez anos, ultrapassando o crescimento do PIB mundial.
Espera-se que a ‘taxa de carbono’ da Austrália ajude a mudar um pouco esse panorama e que sirva de exemplo para outras nações.
Boa semana!
Equipe Instituto CarbonoBrasil.
Fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/news.php?ev=634&k1=9b4e0eb1a73ed8d833047a5e44c2139f&k2=b12ace28caeded447a59ec58c7384fce&s=sergioguterres@gmail.com&act=show
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