terça-feira, 25 de outubro de 2011

INDÚSTRIAS FLUMINENSES TERÃO QUE DECLARAR EGEE

Grandes indústrias fluminenses terão que declarar emissões de gás carbônico

24/10/2011 - Autor: Nielmar de Oliveira - Fonte: Agência Brasil

fonte:http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias2/noticia=728772


Nos próximos dias, as grandes indústrias fluminenses estarão recebendo formulários de declaração de emissões, em que terão de informar a quantidade de gás carbônico emitida em cada unidade, especificando a fonte de energia que movimenta a empresa.

Segundo o secretário do Ambiente do Rio, Carlos Minc, as informações vão formar um banco de dados que servirá de base para as compensações a serem exigidas no processo de renovação das licenças ambientais das companhias.

“Dessa forma, começamos a atuar pelo cumprimento das metas de redução de emissões de gases de efeito estufa, conforme consta no Decreto do Clima, assinado no mês passado pelo governador Sérgio Cabral”, disse Minc por meio de sua assessoria de imprensa.

Segundo a Secretaria Estadual do Ambiente, é com base na situação de cada empresa que o estado estabelecerá as condições para diminuir e compensar as emissões.

Para estabelecer com quanto cada setor da economia vai contribuir para a redução das emissões de gás carbônico no estado, o governo encomendou estudo à Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

“Haverá também o mapeamento dos custos das ações, e cada empresa terá plano próprio”, informou Minc, acrescentando que a renovação das licenças que vencem em 2012 já trará mecanismos de abatimento, compensação ou redução das emissões.

Carlos Minc lembrou a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Secretaria do Ambiente e a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), que prevê, como forma de compensação ambiental, o desembolso de R$ 1 bilhão pela Petrobras para ser investido no estado.

Os recursos do TAC, segundo a secretaria, serão aplicados em uma série de projetos, entre eles o que reduz as emissões atmosféricas da Reduc, o que melhora o tratamento de efluentes da refinaria, o que prevê a construção de uma Unidade de Tratamento de Rio (UTR) na Foz do Rio Irajá, o de macrodrenagem de Campos Elíseos e o que viabilizará a compra do gás produzido com o lixo descartado no aterro controlado de Gramacho.

“Esses compromissos são condições determinadas pela Secretaria do Ambiente e pelo Instituto Estadual do Ambiente para a renovação da licença de operação da Reduc, que precisa ser feita a cada cinco anos”, disse Minc.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

META PARA PROJETOS DE CCS

Meta para projetos de CCS deve ser cumprida em 2020

Em seu relatório anual, o Global CCS Institute afirma que a meta de ter 20 projetos de captura e armazenamento de carbono (CCS, em inglês) operando até 2020 deve ser alcançada e traz atualizações sobre os avanços do último ano.
terça, 11 de outubro de 2011

Apesar das críticas e das linhas de financiamento limitadas para o desenvolvimento das tecnologias de CCS, alguns esforços estão sendo feitos para avançar programas de pesquisa e desenvolvimento, e governos têm feito investimentos para apoiar projetos demonstrativos de grande escala.

Tais investimentos são necessários para trilhar o caminho comercial do CCS e garantir a segurança e efetividade dos processos, que envolvem diversos tipos de tecnologias para a captura, transporte e armazenamento ou uso do CO2.

A Agência Internacional de Energia (AIE) coloca, em seu relatório de 2010, a fatia das tecnologias de CCS em 19% no seu cenário de menor custo de redução das emissões em 2050 (Figura). Além disso, a agência estima que sem o CCS, alcançar o corte de 50% nas emissões até 2050 custaria 70% a mais.

Porém, a expectativa de ter 20 projetos operacionais em 2020 fica bem abaixo da meta ambiciosa que o roteiro de CCS da AIE, elaborado em 2009, previu para o setor: 100 projetos em 2020 e 3 mil em 2050.


Relatório

O relatório Status Global do CCS: 2011 consolida a compreensão mais atual sobre o nível das atividades de CCS ao redor do globo, assim como as principais oportunidades e desafios experimentados por projetos de grande escala integrados.

Através da pesquisa anual, 74 projetos integrados de grande escala foram identificados, oito deles já operacionais e seis em construção. A capacidade total de estocagem do CO2 destes 14 é de mais de 33 milhões de toneladas ao ano (equivalente a emissão anual de seis milhões de automóveis).

"Se o nível de progresso continuar estável, provavelmente teremos 20 projetos demonstrativos de grande escala operacionais em 2020", comemorou o CEO do Global CCS Institute, Brad Page.

O número de projetos de CCS em operação e construção está crescendo e deve continuar a expandir. Dez projetos em estágios avançados de planejamento (especialmente no setor de geração de energia) relataram estar, nos próximos 12 meses, em fase de decisão para realização dos investimentos finais e passar à construção.

Também no setor de geração de energia, agora um segundo projeto está em construção, o Boundary Dam no Canadá, além do projeto Kemper County IGCC nos Estados Unidos (primeiro no país a estocar CO2 em formações salinas profundas). Ambos devem iniciar operações em 2014.

Entretanto, o instituto demonstra preocupação com o avanço lento nos projetos demonstrativos de larga escala em setores altamente emissores, como o do aço, do ferro e do cimento.

Todos os projetos em operação usam tecnologias de separação de CO2, um processo industrial já bem estabelecido, afirma o relatório, e utilizam o CO2 para gerar renda através da melhoria da recuperação de petróleo ou têm acesso a locais de armazenamento de baixo custo, anteriormente explorados ou com informações geológicas existentes.

Vários projetos em operação ou construção estão implantando o CCS em reposta, ou em antecipação, a políticas climáticas de longo prazo e/ou potenciais mercados de compensação de carbono.

"Apesar de ser promissor, desenvolver um business case é desafiador especialmente quando os projetos não têm nem fluxos de renda (como na recuperação do petróleo ou outras oportunidades) nem a captura de CO2 já fazendo parte de um processo industrial estabelecido", comentou o instituto.

Custos

A análise do instituto indica que o CCS é competitivo financeiramente com outras opções de grande escala para o abatimento de emissões no setor de geração de energia elétrica.

"Por exemplo, o custo do CO2 evitado para o CCS usado na geração à carvão e gás natural varia entre US$ 68 e US$ 123 por tonelada, e US$ 108 a US$ 224 por tonelada, respectivamente. Em contraste, os sistemas solar fotovoltaico e solar térmico têm custos de CO2 evitado entre US$ 184 e US$ 307 por tonelada e US$ 219 e US$ 273 por tonelada, respectivamente", afirma o relatório.

Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Global CCS Institute

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Mercado de carbono florestal bate recordes em 2010

Mercado de carbono florestal bate recordes em 2010





por Jéssica Lipinski, do CarbonoBrasil


Relatório do Ecosystem Marketplace aponta que projetos de carbono florestal comercializaram, em 2010, US$ 178 milhões, o equivalente a cerca de 30 milhões de toneladas de carbono equivalente, mas ainda há um longo caminho pela frente.

Enquanto as discussões globais sobre o futuro do Protocolo de Kyoto continuam estacionadas, outras opções parecem surgir como uma luz no fim do túnel para a conservação das florestas. Na última semana, a organização Forest Trends lançou um relatório que revela que o mercado de carbono florestal bateu recordes no ano passado, chegando a comercializar US$ 178 milhões.

O documento, intitulado State of the Forest Carbon Markets 2011: From Canopy to Currency (Estado dos mercados de carbono florestal 2011: da cobertura florestal à moeda corrente) e publicado pelo projeto Ecosystem Marketplace, da organização Forest Trends, monitora, relata e analisa as tendências das transações globais de reduções de emissões geradas por projetos de carbono florestal.

Segundo Ellysar Baroudy, que administra o Fundo BioCarbon do Banco Mundial, “essa fonte excelente de informação sobre as transações de mercado da esfera florestal é uma parte vital da nossa visão de longo prazo para apoiar projetos de uso da terra para reduzir emissões de gases do efeito estufa e combater as mudanças climáticas de uma forma ambiental e socialmente responsável”.

“O mercado de carbono florestal está ganhando força e é importante parar uma vez por ano, fazer um balanço das realizações atuais, bem como dos desafios, e usar esses dados para se preparar para o futuro”, acrescentou.

A análise mostra que o ano de 2010 gerou recordes para os mercados de carbono florestal, recordes que já haviam sido atingidos em 2008 e 2009. De acordo com o relatório, no último ano, foram contratadas 30,1 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (MtCO2e) nos mercados de carbono florestal primários e secundários, e essas transações chegaram a um valor de US$ 178 milhões.

“Contratos para compensações de carbono florestal mais do que dobraram nos últimos dois anos, provavelmente devido às discussões políticas internacionais e ao aumento da preocupação com o papel essencial que florestas têm no sequestro de carbono”, explicou Katherine Hamilton, diretora do Ecosystem Marketplace e autora do relatório, em um comunicado à imprensa.

A extensão histórica dos mercados de carbono florestal subiu para 75 MtCO2e, avaliada em cerca de US$ 432 milhões, e os projetos neste setor atingiram mais de 7,9 milhões de hectares de florestas em 49 países do mundo. O preço médio das compensações entre os mercados primários de carbono florestal aumentaram de US$ 3,8/tCO2e em 2008 para US$ 4,5/tCO2e em 2009, chegando a US$ 5,5/tCO2 em 2010.

Além destas informações, o documento indica que o crescimento do mercado de carbono florestal em 2010 foi alavancado por um grande aumento no número de projetos que protegem florestas ameaçadas, e também na quantidade de projetos para promover o manejo florestal.

Os projetos sob o programa de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD) foram os que mais contribuíram para este crescimento, fornecendo 19,5 de um total de 29 MtCO2e, o equivalente a 70% do total contratado no mercado primário.

Cresceu ainda o fluxo de desenvolvedores, investidores e intermediários de projetos do setor privado. Nos anos anteriores, ao contrário, a maioria dos projetos era desenvolvida por organizações de conservação sem fins lucrativos.

“O cenário que surge de uma análise mais profunda da tendência das toneladas contratadas em 2009 e 2010 é fundamentalmente a de um quadro pequeno – mas crescente – de compradores prospectivos e investidores que fazem grandes apostas no futuro dos mercados de carbono florestal”, declara o relatório.

“O influxo do investimento do setor privado é uma indicação positiva de que algumas das maiores firmas financeiras têm confiança – ainda que apoiada por um estágio inicial de risco de mercado – de que os projetos de carbono florestal terão um papel significativo no futuro dos mercados de carbono e na redução das emissões de gases do efeito estufa”, concordou Steve Baczko, diretor de comercialização para o Ecosystem Restoration Associates Inc. (ERA).

Mas o documento aponta também que o número de projetos para desenvolver o plantio de árvores diminuiu. “Os únicos obstáculos para financiar e comercializar projetos de florestamento e/ou reflorestamento continuam a persistir e reprimir a habilidade dos mercados de carbono de incentivar uma das mais antigas estratégias para melhorar e restaurar a saúde ambiental – plantar árvores”, afirma a análise do Ecosystem Marketplace.

No balanço geral, o relatório admite que, apesar dos bons indicadores, o mercado de carbono florestal ainda não é seguro.“Enquanto o mercado se fixou o suficiente para atrair novos desenvolvedores e investidores para participar, muitos observadores ainda se mantêm cautelosos em meio às incertezas significativas”.

“Apesar da crescente confiança acerca de muitas políticas e dos mercados que surgiram, a forma, o tamanho e o alcance futuros do mercado global de carbono florestal se mantêm muito incertos”.

David Diaz, coautor do documento, confirmou essa visão de incerteza, e finalizou dizendo que ainda há um longo caminho a ser trilhado. “Esses mercados têm mostrado grandes inovações e crescimento, mas ainda temos um longo caminho para canalizar uma quantidade suficiente de fundos para controlar a perda florestal global, que é uma fonte importante de emissões de gases do efeito estufa.”

* Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

MERCADO DO CARBONO - balanço 2010

Mercado de carbono florestal bate recordes em 2010
03/10/2011 - Autor: Jéssica Lipinski - Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais
Relatório do Ecosystem Marketplace aponta que projetos de carbono florestal comercializaram em 2010 US$ 178 milhões, o equivalente a cerca de 30 milhões de toneladas de carbono equivalente, mas ainda há um longo caminho pela frente





Enquanto as discussões globais sobre o futuro do Protocolo de Quioto continuam estacionadas, outras opções parecem surgir como uma luz no fim do túnel para a conservação das florestas. Na última semana, a organização Forest Trends lançou um relatório que revela que o mercado de carbono florestal bateu recordes no ano passado, chegando a comercializar US$ 178 milhões.

O documento, intitulado State of the Forest Carbon Markets 2011: From Canopy to Currency (Estado dos mercados de carbono florestal 2011: da cobertura florestal à moeda corrente) e publicado pelo projeto Ecosystem Marketplace, da organização Forest Trends, monitora, relata e analisa as tendências das transações globais de reduções de emissões geradas por projetos de carbono florestal.

Segundo Ellysar Baroudy, que administra o Fundo BioCarbon do Banco Mundial, “essa fonte excelente de informação sobre as transações de mercado da esfera florestal é uma parte vital da nossa visão de longo prazo para apoiar projetos de uso da terra a reduzir emissões de gases do efeito estufa e combater as mudanças climáticas de uma forma ambiental e socialmente responsável”.

“O mercado de carbono florestal está ganhando força e é importante parar uma vez por ano, fazer um balanço das realizações atuais, bem como dos desafios, e usar esses dados para se preparar para o futuro”, acrescentou.

A análise mostra que o ano de 2010 gerou recordes para os mercados de carbono florestal, recordes que já haviam sido atingidos em 2008 e 2009. De acordo com o relatório, no último ano, foram contratadas 30,1 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (MtCO2e) nos mercados de carbono florestal primários e secundários, e essas transações chegaram a um valor de US$ 178 milhões.

“Contratos para compensações de carbono florestal mais do que dobraram nos últimos dois anos, provavelmente devido às discussões políticas internacionais, e ao aumento da preocupação com o papel essencial que florestas têm no sequestro de carbono”, explicou Katherine Hamilton, diretora do Ecosystem Marketplace e autora do relatório, em um comunicado à imprensa.

A extensão histórica dos mercados de carbono florestal subiu para 75 MtCO2e, avaliada em cerca de US$ 432 milhões, e os projetos neste setor atingiram mais de 7,9 milhões de hectares de florestas em 49 países do mundo. O preço médio das compensações entre os mercados primários de carbono florestal aumentaram de US$ 3,8/tCO2e em 2008 para US$ 4,5/tCO2e em 2009, chegando a US$ 5,5/tCO2 em 2010.

Além destas informações, o documento indica que o crescimento do mercado de carbono florestal em 2010 foi alavancado por um grande aumento no número de projetos que protegem florestas ameaçadas, e também na quantidade de projetos para promover o manejo florestal.

Os projetos sob o programa de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD) foram os que mais contribuíram para este crescimento, fornecendo 19,5 de um total de 29 MtCO2e, o equivalente a 70% do total contratado no mercado primário.

Cresceu ainda o fluxo de desenvolvedores, investidores e intermediários de projetos do setor privado. Nos anos anteriores, ao contrário, a maioria dos projetos era desenvolvida por organizações de conservação sem fins lucrativos.

“O cenário que surge de uma análise mais profunda da tendência das toneladas contratadas em 2009 e 2010 é fundamentalmente a de um quadro pequeno – mas crescente – de compradores prospectivos e investidores que fazem grandes apostas no futuro dos mercados de carbono florestal”, declara o relatório.

“O influxo do investimento do setor privado é uma indicação positiva de que algumas das maiores firmas financeiras têm confiança – ainda que apoiada por um estágio inicial de risco de mercado – de que os projetos de carbono florestal terão um papel significativo no futuro dos mercados de carbono e na redução das emissões de gases do efeito estufa”, concordou Steve Baczko, diretor de comercialização para o Ecosystem Restoration Associates Inc. (ERA).

Mas o documento aponta também que o número de projetos para desenvolver o plantio de árvores diminuiu. “Os únicos obstáculos para financiar e comercializar projetos de florestamento e/ou reflorestamento continuam a persistir e reprimir a habilidade dos mercados de carbono de incentivar uma das mais antigas estratégias para melhorar e restaurar a saúde ambiental – plantar árvores”, afirma a análise do Ecosystem Marketplace.

No balanço geral, o relatório admite que apesar dos bons indicadores, o mercado de carbono florestal ainda não é seguro.“Enquanto o mercado se fixou o suficiente para atrair novos desenvolvedores e investidores para participar, muitos observadores ainda se mantêm cautelosos em meio às incertezas significativas”.

“Apesar da crescente confiança acerca de muitas políticas e dos mercados que surgiram, a forma, o tamanho e o alcance futuros do mercado global de carbono florestal se mantêm muito incertos”.

David Diaz, coautor do documento, confirmou essa visão de incerteza, e finalizou dizendo que ainda há um longo caminho a ser trilhado. “Esses mercados têm mostrado grandes inovações e crescimento, mas ainda temos um longo caminho para canalizar uma quantidade suficiente de fundos para controlar a perda florestal global, que é uma fonte importante de emissões de gases do efeito estufa”.