Mercado Voluntário
O mercado de carbono voluntário abrange todas as negociações de créditos de carbono e neutralizações de emissões de gases do efeito estufa (GEEs) que são realizadas por empresas que não possuem metas sob o Protocolo de Quioto e, por isso, são consideradas ações voluntárias.
Os esquemas são financiados por organizações e indivíduos que querem neutralizar o impacto das emissões produzidas pelas suas atividades. Para isso, investem em projetos que têm como objetivo reduzir as emissões de GEEs, através da compra de créditos de compensação. Estes são normalmente instrumentos financeiros negociáveis chamados Reduções Verificadas de Emissão (VERs - Verified Emission Reductions), os quais representam uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) reduzida ou deixada de ser emitida.
O mercado voluntário de carbono vem crescendo dramaticamente nos últimos anos, passando de US$ 99 milhões em 2006 para US$ 705 milhões em 2008 e US$ 387 milhões em 2009, com o crédito sendo negociado a um preço médio de US$ 7,34/tCO2e (Leia mais) e US$ 6,5/tCO2e em 2009 (Leia mais). Segundo especialistas, o principal motor é o boom verde que ocorre entre as empresas norte-americanas.
Em 2010, o mercado voluntário atingiu o volume recorde de 131 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (MtCO2e), sendo estimado em US$ 424 milhões, de acordo com o relatório “Back to the Future: State and Trends of the Voluntary Carbon Markets 2011” (De Volta para o Futuro: Estado e Tendências dos Mercados de Carbono Voluntário 2011), do Ecosystem Marketplace e Bloomberg New Energy Finance.
“Este grande volume reflete o crescimento da responsabilidade social corporativa com relação às mudanças climáticas. Além disso, é um sinal da força do mercado, que conseguiu ficar praticamente imune à turbulência gerada pela estagnação da legislação climática nos Estados Unidos”, explicou Katherine Hamilton, diretora gerente da Ecosystem Marketplace.
1. CO2OLUSA/ Futuro Florestal - Reflorestamento com espécies nativas no Panamá
O objetivo deste projeto, certificado com o CCBS, é reduzir as emissões de dióxido de carbono através de três ações:
• Plantações comerciais sustentáveis de madeira;
• Reflorestamento com propósitos de proteção e extração em áreas que eventualmente serão repassadas às comunidades locais. Estas serão as encarregadas do manejo e proteção, assegurando assim a permanência do estoque de carbono.
• Proteção das áreas de florestas secundárias existentes que fazem parte da área que a Futuro Florestal adquiriu para a implantação dos serviços de reflorestamento. Estas áreas são protegidas por causa do seu valor ecológico e estado de desenvolvimento.
Estimativas de dióxido de carbono seqüestrado ou conservado:
Até 2006: 40,110 tCO2e
Disponível em 2012: 325,977 tCO2e
Disponível em 2017: 881,370 tCO2e
Mais informações, clique aqui (em inglês).
2. Reduzindo as emissões de carbono do desmatamento no Ecossistema de Ulu Masen Ecosystem, Aceh, Indonésia.
Este projeto pretende desenvolver e testar mecanismos financeiros de carbono para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, contribuir para o desenvolvimento econômico e social sustentáveis e conservar a biodiversidade ao longo dos próximos 30 anos. O projeto utilizará o planejamento do uso do solo, aumento do monitoramento e reforço da lei, reflorestamento, restauração e atividades madeireiras sustentáveis em 750 mil hectares de florestas.
O projeto estima que as atividades propostas reduzam o desmatamento em 85% e que possam ser evitadas a emissão de 3.369.848 toneladas de dióxido de carbono por ano.
Segundo a Bloomberg, cerca de 26 milhões de dólares provenientes da venda dos créditos de carbono serão repassados às vilas que pararem com o desmatamento.
Mais informações, clique aqui (em inglês).
3. Projeto Enoree para Energia Limpa em Aterro sanitário
O Enoree é primeiro projeto de aterro sanitário validado pelo VCS nos Estados Unidos. O projeto é desenvolvido na Carolina do Sul (EUA) e pretende captar o gás produzido através da decomposição natural do lixo doméstico para a produção de cerca de 3,2 MW de eletricidade anualmente, o que equivale a aproximadamente o abastecimento de duas mil residências norte-americanas.
Em setembro de 2008, dois projetos brasileiros estavam em processo de avaliação pela Associação responsável pelo CCBS. A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Juma, na Amazônia, envolve o estabelecimento de uma Unidade de Conservação de Uso Sustentável em uma região de 589,612 hectares que seria quase que completamente desmatada se mantido o ritmo atual de uso das terras. Durante a primeira fase do projeto, que vai até 2050, espera-se frear o desmatamento em 75,4% da área total da reserva.
O outro projeto brasileiro sendo avaliado pelo CCB Standard é o Corredor Ecológico Monte Pascoal - Pau Brasil, localizado no litoral da Bahia, e que envolve o reflorestamento de 801 hectares de áreas degradadas com plantas nativas da Mata Atlântica.
fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/mercado_voluntario/p=2
Os esquemas são financiados por organizações e indivíduos que querem neutralizar o impacto das emissões produzidas pelas suas atividades. Para isso, investem em projetos que têm como objetivo reduzir as emissões de GEEs, através da compra de créditos de compensação. Estes são normalmente instrumentos financeiros negociáveis chamados Reduções Verificadas de Emissão (VERs - Verified Emission Reductions), os quais representam uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) reduzida ou deixada de ser emitida.
O mercado voluntário de carbono vem crescendo dramaticamente nos últimos anos, passando de US$ 99 milhões em 2006 para US$ 705 milhões em 2008 e US$ 387 milhões em 2009, com o crédito sendo negociado a um preço médio de US$ 7,34/tCO2e (Leia mais) e US$ 6,5/tCO2e em 2009 (Leia mais). Segundo especialistas, o principal motor é o boom verde que ocorre entre as empresas norte-americanas.
Em 2010, o mercado voluntário atingiu o volume recorde de 131 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (MtCO2e), sendo estimado em US$ 424 milhões, de acordo com o relatório “Back to the Future: State and Trends of the Voluntary Carbon Markets 2011” (De Volta para o Futuro: Estado e Tendências dos Mercados de Carbono Voluntário 2011), do Ecosystem Marketplace e Bloomberg New Energy Finance.
“Este grande volume reflete o crescimento da responsabilidade social corporativa com relação às mudanças climáticas. Além disso, é um sinal da força do mercado, que conseguiu ficar praticamente imune à turbulência gerada pela estagnação da legislação climática nos Estados Unidos”, explicou Katherine Hamilton, diretora gerente da Ecosystem Marketplace.
Exemplos de Projetos
1. CO2OLUSA/ Futuro Florestal - Reflorestamento com espécies nativas no Panamá
O objetivo deste projeto, certificado com o CCBS, é reduzir as emissões de dióxido de carbono através de três ações:
• Plantações comerciais sustentáveis de madeira;
• Reflorestamento com propósitos de proteção e extração em áreas que eventualmente serão repassadas às comunidades locais. Estas serão as encarregadas do manejo e proteção, assegurando assim a permanência do estoque de carbono.
• Proteção das áreas de florestas secundárias existentes que fazem parte da área que a Futuro Florestal adquiriu para a implantação dos serviços de reflorestamento. Estas áreas são protegidas por causa do seu valor ecológico e estado de desenvolvimento.
Estimativas de dióxido de carbono seqüestrado ou conservado:
Até 2006: 40,110 tCO2e
Disponível em 2012: 325,977 tCO2e
Disponível em 2017: 881,370 tCO2e
Mais informações, clique aqui (em inglês).
2. Reduzindo as emissões de carbono do desmatamento no Ecossistema de Ulu Masen Ecosystem, Aceh, Indonésia.
Este projeto pretende desenvolver e testar mecanismos financeiros de carbono para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, contribuir para o desenvolvimento econômico e social sustentáveis e conservar a biodiversidade ao longo dos próximos 30 anos. O projeto utilizará o planejamento do uso do solo, aumento do monitoramento e reforço da lei, reflorestamento, restauração e atividades madeireiras sustentáveis em 750 mil hectares de florestas.
O projeto estima que as atividades propostas reduzam o desmatamento em 85% e que possam ser evitadas a emissão de 3.369.848 toneladas de dióxido de carbono por ano.
Segundo a Bloomberg, cerca de 26 milhões de dólares provenientes da venda dos créditos de carbono serão repassados às vilas que pararem com o desmatamento.
Mais informações, clique aqui (em inglês).
3. Projeto Enoree para Energia Limpa em Aterro sanitário
O Enoree é primeiro projeto de aterro sanitário validado pelo VCS nos Estados Unidos. O projeto é desenvolvido na Carolina do Sul (EUA) e pretende captar o gás produzido através da decomposição natural do lixo doméstico para a produção de cerca de 3,2 MW de eletricidade anualmente, o que equivale a aproximadamente o abastecimento de duas mil residências norte-americanas.
Projetos Brasileiros
Em setembro de 2008, dois projetos brasileiros estavam em processo de avaliação pela Associação responsável pelo CCBS. A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Juma, na Amazônia, envolve o estabelecimento de uma Unidade de Conservação de Uso Sustentável em uma região de 589,612 hectares que seria quase que completamente desmatada se mantido o ritmo atual de uso das terras. Durante a primeira fase do projeto, que vai até 2050, espera-se frear o desmatamento em 75,4% da área total da reserva. O outro projeto brasileiro sendo avaliado pelo CCB Standard é o Corredor Ecológico Monte Pascoal - Pau Brasil, localizado no litoral da Bahia, e que envolve o reflorestamento de 801 hectares de áreas degradadas com plantas nativas da Mata Atlântica.
fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/mercado_voluntario/p=2
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