quinta-feira, 28 de julho de 2011

MERCADO DE CARBONO - Análise Financeira 18 a 25/07

Análise Financeira

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O mercado de carbono entre 18 e 25 de julho

26/07/2011 - Autor: Fernanda B. Müller - Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais

As permissões de emissão da União Européia para dezembro de 2011 (EUAs, em inglês) subiram levemente na semana passada, fechando a sexta-feira em alta de 4% em relação à semana anterior, com € 12,99/t. Traders se mostraram otimistas que os líderes europeus tomarão medidas para garantir o destino da zona do euro.

As Reduções Certificadas de Emissão (RCEs) ficaram no mesmo patamar, com € 10/t na sexta-feira. A semana apresentou uma emissão muito alta de RCEs, o que ajudou a garantir que os créditos não seguissem a tendência das EUAs, com mais de 10 milhões de toneladas de CO2e foram emitidas sob o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).

Análises da Barclays Capital ligam diretamente os preços baixos do carbono aos temores de que a crise na Grécia leve a uma segunda recessão na União Européia, o que novamente restringiria a demanda industrial e resultaria em mais EUAs sobrando no esquema de comércio de emissões.
A saúde econômica européia tem demonstrado fragilidade, com a correlação entre o euro e o dólar tendo pulado de 19% para 88% nos últimos 90 dias, explica a BarCap.

A relação causal entre a queda nos preços das EUAs e do euro é justamente que, na ausência de demanda por EUAs, o mercado de carbono está “buscando e tomando direção baseado nos pontos de vista sobre o futuro do desempenho econômico europeu”.

Até que fique claro o impacto sobre a economia do bloco, a alta correlação entre as EUAs e o câmbio euro/dólar deve persistir, esperam os analistas, a menos que outro condutor mais forte entre em cena, como a aceleração das atividades de hedging para 2013 por parte das geradoras de energia.

A agência Point Carbon reportou que um número cada vez maior de participantes do mercado de carbono parecem prontos a deixar o setor em meio a ausência de demanda por EUAs e incertezas em relação ao futuro do MDL.

fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/analise_financeira/noticia=728091

BOLSAS DE CARBONO

Bolsas de Carbono

  • CCX - Bolsa do Clima de Chicago
  • CCFE - Chicago Climate Exchange Futures - Subsidiária da CCX
  • ECX - Bolsa do Clima Européia
  • NordPoll (Noruega)
  • EXAA - Bolsa de Energia da Áustria
  • BM&F - Bolsa de Mercadorias e Fundos - (Atualmente trabalha apenas com o leilão de créditos de carbono)
  • New Values/Climex (Alemanha)
  • Vertis Environmental Finance (Budapeste)
  • Bluenext - Antiga Powernext (Paris) - Formada pela bolsa de valores internacional NYSE Euronext e pelo Banco Público Francês Caisse des Depots após a compra das atividades de carbono da Powernext.
  • MCX - Multi-Commodity Exchange (Índia) - Maior bolsa de commodities da Índia. Lançou em 21 de janeiro de 2008 contratos futuros para a negociação de RCEs (Reduções Certificadas de Emissão) com tamanho mínimo de 200 toneladas de CO2e.
  • Outras bolsas tem planos quanto às negociações de créditos de carbono, como: Hong Kong Exchange e EEX (Bolsa de Energia Européia - Leipizig).


Países com registros de créditos de carbono já ligados ao International Transaction Log (ITL)***:

* Suíça
* Nova Zelândia
* Japão
* Hungria


**Dados Point Carbon
***Registro da ONU que rastreia as transferências de créditos de carbono.

fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/mercado_de_carbono/bolsas_de_carbono

Padrões de Qualidade - Mercado de Carbono

Padrões de Qualidade

 
Para garantir que as reduções de emissão realmente se concretizem, trazendo benefícios reais para a região onde o projeto é desenvolvido, foram criados padrões internacionais de qualidade. Os créditos que são avaliados por estes padrões normalmente conseguem obter um preço melhor no mercado voluntário.

Confira abaixo os principais padrões de qualidade de projetos voluntários:

Gold Standard – O GS foi criado por ongs ambientais (como a WWF) com o objetivo de garantir a qualidade das neutralizações de carbono e aumentar os benefícios extras melhorando e aumentando os processos já estabelecidos pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Para projetos de grande escala, os pré-requisitos do GS são iguais ao do MDL. Para projetos de pequena escala, diferentemente do MDL, o GS exige comprovação da adicionalidade. Certifica tanto projetos de MDL quanto os do mercado voluntário.

Preços dos créditos: VERs - €10 a 20 e CERs - acima deo €10

Voluntary Carbon Standard – O VCS pretende ser um padrão de qualidade universal, com obrigações administrativas e custos reduzidos, e planeja desenvolver testes de desempenho bases para garantir a adicionalidade. Tais ferramentas ainda não foram desenvolvidas. O VCS foi criado por instituições que atuam no mercado de carbono como o Climate Group, a Associação Internacional de Comércio de Emissões (IETA) e o Conselho Mundial de Negócios para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD). Em julho de 2008, a Associação VCS divulgou o nome de quatro empresas que ficarão responsáveis pelo registro destes projetos: Caisse des Depots, na França; Bank of New York Mellon, nos Estados Unidos; TZ1, fundada pela Bolsa de Valores da Nova Zelândia; e APX Inc., fornecedora de infra-estrutura de mercado na América do Norte.

Preços dos créditos: €5 a 15

VER – O VER , criado por empresas do setor como a TÜV SÜD, oferece uma abordagem similar ao MDL para desenvolvedores de projetos que já estão familiarizados com os procedimentos de projetos que estão fora do escopo do MDL.

Preço dos créditos: €5 a 15

Programa de compensações da Bolsa do Clima de Chicago (CCX) – A CCX foi pioneira em estabelecer um mercado de carbono nos EUA. Este padrão de neutralizações faz parte do programa de ‘cap-and-trade’ (metas e comércio) da bolsa.

Preço dos créditos: €1.2 a 3.1

Voluntary Offset Standard - O VOS foi criado por indústrias financeiras e empresas do setor para diminuir os riscos para os compradores do mercado voluntário, por isso, seque fielmente os requisitos do MDL.

Climate, Community and Biodiversity Standards – O CCBS foi criado por ongs ambientais como a Nature Conservancy e grandes empresas para dar apoio ao desenvolvimento sustentável e conservação da biodiversidade. O CCBS é apenas um Padrão de Desenho de Projetos e não verifica a quantidade de emissões reduzidas.

Preço dos créditos: €5 a 10

Plan Vivo - O Plan Vivo, criado por ongs ambientais e sociais, tem por objetivo promover a sustentabilidade da vida rural através de recursos financeiro ligados ao carbono. A verificação por uma terceira parte não é exigida, mas é recomendada.

Preço dos créditos: €2.5 a 9.5

Leia Panorama: Padrões no mercado voluntário de carbono para mais dicas sobre qual padrão escolher.

GEE - Neutralizações

Neutralizações

 
Por mais que todos tentem, reduzir em 100% as emissões de gases do efeito estufa (GEE) é praticamente impossível, pois todas as atividades humanas causam algum impacto ambiental e, também, contribuem para o lançamento desses gases na atmosfera.

Grande parte das atividades humanas resultam em emissões de GEE, direta ou indiretamente. Por exemplo, a queima das florestas e de combustíveis fósseis, a decomposição do lixo, o uso de combustíveis primários (como a madeira) causam emissões diretas, pois as substâncias (como o carbono) contidas na matéria sólida se volatilizam e acabam sendo emitidas para a atmosfera.

No caso das emissões indiretas, podemos citar todos os bens de consumo que durante a sua produção utilizaram alguma forma de combustível, por exemplo, o plástico, além da energia necessária para a produção, este material possui na composição determinada quantidade de petróleo.

A saída é, voluntariamente, neutralizar o que não é possível reduzir através da participação em projetos que absorvam estas emissões ou que também reduzam.

O exemplo mais popular no Brasil são os programas de plantio de árvores, pois durante o crescimento elas absorvem e estocam dióxido de carbono (CO2). Outra opção é a compra de créditos de carbono provenientes de projetos de energias limpas ou eficiência energética.

Muitas críticas já foram feitas em relação a estes programas, positivas e negativas, já que eles envolvem questões complexas, como:
  • Plantio de espécies nativas verso culturas exóticas. As espécies exóticas, principalmente o pinus e o eucalipto, possuem crescimento rápido, absorvendo grandes quantidades de CO2, mas não contribuem para outros serviços ambientais, como a manutenção de nascentes e o incremento da biodiversidade, intrínsecos das florestas nativas.
  • Permanência. O monitoramento é a principal garantia de que as florestas não serão cortadas ou queimadas, liberando o CO2 novamente para a atmosfera. Este é um ponto sensível e que envolve a competência e a ética das empresas que realizam a neutralização.
  • Como existe a opção de compensar as emissões, ao invés de tomar atitudes para reduzi-las na fonte, pode-se dizer que os incentivos para esta última são menores. O ideal é reduzir as emissões na fonte, recorrendo às compensações apenas quando não há outra opção.

Várias empresas, tanto brasileiras quanto estrangeiras, já disponibilizam calculadoras online que permitem que cada indivíduo conheça a sua pegada de carbono, ou seja, as emissões causadas pelo dia-a-dia.

CALCULE SUA PEGADA DE CARBONO

Calcule sua pegada de carbono

Brasil

 Pegada Ecológica da WWF - http://www.pegadaecologica.org.br/

IDEC - http://www.idec.org.br/climaeconsumo/calculadora.html

Iniciativa Verde - http://iniciativaverde.org.br/pt/calculadora

Carbono Neutro - http://www.carbononeutro.com.br/

Pelo Mundo

Impacto Zero - http://www.impactozero.com/

Carbon Footprint - http://www.carbonfootprint.com/

Carbon Neutral - http://www.carbonneutral.com/

Carbon Trust - http://www.carbontrust.co.uk/

Climate Care - http://www.climatecare.org/

CO2 Calculator - Act On CO2 - Reino Unido - http://actonco2.direct.gov.uk/index.html

Exclusiva para viagens Aéreas

ONU/ ICAO - http://www2.icao.int/public/cfmapps/carbonoffset/carbon_calculator.cfm

fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/neutralizacoes/p=2

MERCADO VOLUNTÁRIO

Mercado Voluntário

 
O mercado de carbono voluntário abrange todas as negociações de créditos de carbono e neutralizações de emissões de gases do efeito estufa (GEEs) que são realizadas por empresas que não possuem metas sob o Protocolo de Quioto e, por isso, são consideradas ações voluntárias.

Os esquemas são financiados por organizações e indivíduos que querem neutralizar o impacto das emissões produzidas pelas suas atividades. Para isso, investem em projetos que têm como objetivo reduzir as emissões de GEEs, através da compra de créditos de compensação. Estes são normalmente instrumentos financeiros negociáveis chamados Reduções Verificadas de Emissão (VERs - Verified Emission Reductions), os quais representam uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) reduzida ou deixada de ser emitida.

O mercado voluntário de carbono vem crescendo dramaticamente nos últimos anos, passando de US$ 99 milhões em 2006 para US$ 705 milhões em 2008 e US$ 387 milhões em 2009, com o crédito sendo negociado a um preço médio de US$ 7,34/tCO2e (Leia mais) e US$ 6,5/tCO2e em 2009 (Leia mais). Segundo especialistas, o principal motor é o boom verde que ocorre entre as empresas norte-americanas.

Em 2010, o mercado voluntário atingiu o volume recorde de 131 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (MtCO2e), sendo estimado em US$ 424 milhões, de acordo com o relatório “Back to the Future: State and Trends of the Voluntary Carbon Markets 2011” (De Volta para o Futuro: Estado e Tendências dos Mercados de Carbono Voluntário 2011), do Ecosystem Marketplace e Bloomberg New Energy Finance.
“Este grande volume reflete o crescimento da responsabilidade social corporativa com relação às mudanças climáticas. Além disso, é um sinal da força do mercado, que conseguiu ficar praticamente imune à turbulência gerada pela estagnação da legislação climática nos Estados Unidos”, explicou Katherine Hamilton, diretora gerente da Ecosystem Marketplace.

Exemplos de Projetos


1. CO2OLUSA/ Futuro Florestal - Reflorestamento com espécies nativas no Panamá

O objetivo deste projeto, certificado com o CCBS, é reduzir as emissões de dióxido de carbono através de três ações:

• Plantações comerciais sustentáveis de madeira;
• Reflorestamento com propósitos de proteção e extração em áreas que eventualmente serão repassadas às comunidades locais. Estas serão as encarregadas do manejo e proteção, assegurando assim a permanência do estoque de carbono.
• Proteção das áreas de florestas secundárias existentes que fazem parte da área que a Futuro Florestal adquiriu para a implantação dos serviços de reflorestamento. Estas áreas são protegidas por causa do seu valor ecológico e estado de desenvolvimento.
Estimativas de dióxido de carbono seqüestrado ou conservado:

Até 2006: 40,110 tCO2e
Disponível em 2012: 325,977 tCO2e
Disponível em 2017: 881,370 tCO2e

Mais informações, clique aqui (em inglês).

2. Reduzindo as emissões de carbono do desmatamento no Ecossistema de Ulu Masen Ecosystem, Aceh, Indonésia.

Este projeto pretende desenvolver e testar mecanismos financeiros de carbono para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, contribuir para o desenvolvimento econômico e social sustentáveis e conservar a biodiversidade ao longo dos próximos 30 anos. O projeto utilizará o planejamento do uso do solo, aumento do monitoramento e reforço da lei, reflorestamento, restauração e atividades madeireiras sustentáveis em 750 mil hectares de florestas.
O projeto estima que as atividades propostas reduzam o desmatamento em 85% e que possam ser evitadas a emissão de 3.369.848 toneladas de dióxido de carbono por ano.

Segundo a Bloomberg, cerca de 26 milhões de dólares provenientes da venda dos créditos de carbono serão repassados às vilas que pararem com o desmatamento.

Mais informações, clique aqui (em inglês).

3. Projeto Enoree para Energia Limpa em Aterro sanitário

O Enoree é primeiro projeto de aterro sanitário validado pelo VCS nos Estados Unidos. O projeto é desenvolvido na Carolina do Sul (EUA) e pretende captar o gás produzido através da decomposição natural do lixo doméstico para a produção de cerca de 3,2 MW de eletricidade anualmente, o que equivale a aproximadamente o abastecimento de duas mil residências norte-americanas.


Projetos Brasileiros

Em setembro de 2008, dois projetos brasileiros estavam em processo de avaliação pela Associação responsável pelo CCBS. A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Juma, na Amazônia, envolve o estabelecimento de uma Unidade de Conservação de Uso Sustentável em uma região de 589,612 hectares que seria quase que completamente desmatada se mantido o ritmo atual de uso das terras. Durante a primeira fase do projeto, que vai até 2050, espera-se frear o desmatamento em 75,4% da área total da reserva.

O outro projeto brasileiro sendo avaliado pelo CCB Standard é o Corredor Ecológico Monte Pascoal - Pau Brasil, localizado no litoral da Bahia, e que envolve o reflorestamento de 801 hectares de áreas degradadas com plantas nativas da Mata Atlântica.


fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/mercado_voluntario/p=2

AQUECIMENTO GLOBAL - consequências

Consequências do Aquecimento Global



Aumento dos oceanos


Entre as conseqüências desse fenômeno está o aumento no nível dos oceanos. Com o derretimento das calotas polares, o gelo transformado em água segue para os oceanos, o que poderá causar, futuramente, a submersão de grandes cidades litorâneas.

Cientistas calculam que em 2050 milhões de pessoas que vivem em deltas de rios serão removidas, caso seja mantido o ritmo atual de aquecimento. A geleira Gangotri, no Himalaia já perdeu dois mil metros nos últimos 150 anos. Atualmente, possui 25 quilômetros, e o ritmo de derretimento está acelerado.

Desertificação

Por outro lado, também devem crescer os número de desertos, o que provoca a morte de várias espécies animais e vegetais, desequilibrando os ecossistemas. A falta de chuvas já transforma dois mil quilômetros de terra em deserto todos os anos. O desmatamento que vem ocorrendo em florestas tropicais agrava ainda mais o problema.

Fenômenos Extremos

O aumento nas temperaturas faz com que haja maior evaporação das águas dos oceanos, e isso potencializa fenômenos climáticos como furacões, tufões e ciclones. Ondas de calor também afetam regiões onde as temperaturas costumam ser amenas. As altas temperaturas registradas no verão europeu, por exemplo, já provocaram mortes de idosos e crianças.

Explosão demográfica, pobreza e desastres

Outro fato importante é a explosão demográfica mundial e o aumento das desigualdades sociais. A grande concentração de populações pobres em áreas de risco as deixa cada vez mais vulneráveis aos fenômenos naturais extremos, como furacões, tsunamis, enchentes, secas e outros.

Fatores de risco, como moradias sem planejamento, falta de informações e recursos, degradação ambiental e pobreza, aliados com o perigo natural são os responsáveis por causar os desastres, segundo a responsável pelo programa de mudanças climáticas da Estratégia Internacional de Redução de Desastres das Nações Unidas, Silvia Llosa.

De acordo com a Cruz Vermelha, mais de 30 milhões de pessoas foram atingidas por desastres naturais em 2010. Vale ressaltar que não há nenhuma comprovação de que estas tragédias estejam relacionadas com as mudanças climáticas.

Independente da causa dos fenômenos naturais extremos, as perdas com desastres poderiam ser reduzidas se os riscos fossem considerados no planejamento e construção de políticas públicas, defende Silvia. Segundo o BID, terremotos, inundações e tempestades causaram US$ 34 bilhões em perdas econômicas entre 2000 e 2009.

fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/aquecimento_global/p=2

AQUECIMENTO GLOBAL

Aquecimento Global

 
As mudanças climáticas fazem parte da história da Terra. Oscilações nos padrões de temperatura já ocorreram muitas vezes ao longo da vida do nosso planeta ao passo que os elementos naturais, como a composição química da atmosfera, e fatores como erupções vulcânicas, mudanças na órbita terrestre e na intensidade da radiação solar, interagem e se intensificam.
Estudos indicam que já houve períodos de estabilidade, assim como períodos de mudanças, a exemplo das eras glaciais. Cientistas conseguem ter um quadro do que aconteceu ao clima da Terra há milhares de anos analisando testemunhos do passado, como geleiras, anéis de árvores, fósseis e sedimentos oceânicos.
"Apesar de mudanças climáticas abruptas já terem ocorrido na história da Terra, a civilização humana surgiu durante um período de relativa estabilidade climática", explica a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos.
Embora que existam incertezas associadas à ciência da mudança do clima, grande parte da comunidade científica internacional reconhece que o atual aquecimento do planeta é fruto da atividade humana e um dos maiores desafios que ela enfrenta.
A liberação crescente de gases causadores do efeito estufa desde a Revolução Industrial, no século XIX, proveniente especialmente da queima de combustíveis fósseis (como petróleo, carvão e gás natural) tem resultado no acúmulo destes gases na atmosfera.
Os principais gases causadores do efeito estufa são o dióxido de carbono, metano e óxido nitroso. O aumento na concentração de dióxido de carbono na atmosfera é causado principalmente pela queima de combustíveis fósseis e mudanças no uso da terra (como o desmatamento), enquanto o metano e o óxido nitroso são provenientes especialmente das emissões da agricultura.
“A maior parte do aumento observado nas temperaturas médias globais desde meados do século 20 é muito provavelmente devido ao aumento observado nas concentrações antropogênicas de gases do efeito estufa", declarou o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC - Intergovernmental Panel on Climate Change) em seu relatório de 2007.
O IPCC demonstra um aumento total na temperatura da superfície de 0,76ºC desde 1850. Nos pólos esta ascendência é ainda mais marcada, sendo que as temperaturas no Ártico aumentaram o dobro do nível global nos últimos 100 anos.
“Informações paleoclimáticas apóiam a interpretação que o aquecimento dos últimos cinqüenta anos não é usual pelo menos nos últimos 1.3 mil anos”, enfatiza o IPCC.
A Organização Meteorológica Mundial anunciou que em 2009, a presença dos gases do efeito estufa na atmosfera foi a maior já registrada desde a revolução industrial, 386,8 partes por milhão, um aumento de 38% com relação ao século XIX.
A “Declaração sobre o Status do Clima Global” da OMM afirma que 2010 alcançou temperaturas recorde, fechando a década mais quente já registrada. A publicação também demonstra recordes na média mundial de precipitação, discutindo enchentes e secas, como no Paquistão, Austrália e Amazônia respectivamente, e documenta ondas de calor na Eurásia.
O Instituto Goddard para Estudos Espaciais da NASA (GISS) divulgou um estudo em dezembro de 2010 com dados de 6300 estações meteorológicas, informações de satélites e de centros de pesquisa na Antártica e chegou a conclusão que não há dúvidas de que o planeta está aquecendo.
A Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima de 1992 é o fórum por meio do qual países de todo o mundo estão se unindo para enfrentar esse desafio.

Fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/mudancas_climaticas/aquecimento_global

MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Mudanças Climáticas

Verões mais quentes e invernos mais rigorosos, maior número de enchentes, secas e incêndios florestais, aumento da intensidade e freqüência de tempestades e furacões, derretimento de geleiras e calotas polares e elevação do nível do mar são algumas das conseqüências das mudanças climáticas previstas pelo Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC - Intergovernamental Pannel on Climate Change) caso a temperatura do planeta continue subindo.

Estudos científicos comprovaram um aumento de 0,8ºC na temperatura média da Terra no último século, passando de aproximadamente 13,8ºC para 14,6ºC. Segundo os 2,5 mil cientistas do IPCC, o aquecimento global seria "muito provavelmente" causado pelo excesso dos chamados gases do efeito estufa lançados pelas atividades humanas na atmosfera desde 1750 e que, agora, ultrapassam “em muito” os valores pré-industriais.

Os três principais gases do efeito estufa são o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O).

A partir da revolução industrial, no século 18, as fábricas passaram a substituir a energia do vapor pela queima do carvão, que libera CO2. Com a descoberta do petróleo mais dióxido de carbono foi lançado para atmosfera, pois a queima de seus derivados, como a gasolina, também emite esse gás.

“O aquecimento do sistema climático é inequívoco, como está agora evidente nas observações do aumento das temperaturas médias globais do ar e do oceano, do derretimento generalizado da neve e do gelo e da elevação do nível global médio do mar”, declararam os cientistas no quarto Relatório de Avaliação do IPCC, publicado em 2007. Você pode acessar os relatórios clicando aqui.

Segundo o IPCC, os aumentos globais da concentração de CO2 se devem principalmente ao uso de combustíveis fósseis e à mudança no uso da terra. Já os aumentos da concentração de CH4 e N2O são devidos principalmente ao agronegócio.

O IPCC é a autoridade científica das Nações Unidas responsável pelas informações oficiais sobre o aquecimento global. A entidade reúne centenas de cientistas atmosféricos, oceanógrafos, especialistas em gelo, economistas, sociólogos e outros especialistas que avaliam e resumem os principais dados sobre mudanças climáticas. Durante a sua história, o IPCC publicou quatro "relatórios de avaliação".


 

MDL - financiamentos

Financiamentos

FINEP

O Fundo de Financiamentos de Estudos de Projetos e Programas, uma empresa pública vinculada ao MCT, tem como objetivo promover e financiar a inovação e a pesquisa científica e tecnológica em instituições públicas e privadas. Oferece um Programa de Apoio a Projetos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, o Pró-MDL, que financia o pré-investimento e o desenvolvimento científico e tecnológico de atividades de projeto no âmbito do MDL por meio de linhas de financiamento reembolsáveis e não-reembolsáveis.

BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) oferece uma linha de crédito para "estudos de viabilidade, custos de elaboração do projeto, Documentos de Concepção de Projeto (PDD) e demais custos relativos ao processo de validação e registro", além do Programa BNDES Desenvolvimento Limpo, que é um programa para a seleção de Gestores de Fundos de Investimento, com foco direcionado para empresas/projetos com potencial de gerar Reduções Certificadas de Emissão (RCEs) no âmbito do MDL.

Banco Real/ABN AMRO

Possui linhas de financiamento sócio ambientais e para projetos de créditos de carbono. Presta assessoria no desenvolvimento do projeto.

Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)

Possui envolvimento indireto com o mercado de carbono, financiando projetos.

FAPESC

A Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina tem como objetivo o fomento à pesquisa, promovendo o desenvolvimento científico e tecnológico do Estado de Santa Catarina.

Climate Change Capital

Seu grupo de carbon finance desenvolve e gerencia fundos que investem em companhias e projetos envolvidos na redução das emissões de gases do efeito estufa. Sua experiência inclui desde grande bancos de investimentos até pequenas empresas.
Com dois fundos e gerenciando mais de €750 milhões, investe em projeto de reduções em mercados emergentes.

Japan Greenhouse Gas Reduction Fund

Primeiro fundo de carbono do Japão, estabelecido em 2004 por mais de 33 entidades, destinado ao desenvolvimento de projetos de redução das emissões de gases do efeito estufa e a compra CERs e ERUs para o primeiro periodo de compromisso do Protocolo de Kyoto. Direcionada a compra de créditos derivados de projetos de eficiência energética, energia renovável, troca de combustível, gerenciamento de resíduos, industrias químicas, gases fugitivos, etc. Oferece apoio financeiro para as fases de desenvolvimento de projetos, como elaboração do PDD, validação, etc.

Biocarbon Fund

O fundo é uma parceria público/privada que fornece financiamentos para a redução das emissões de gases do efeito estufa, criado com o objetivo de abrir o mercado de carbono para atividades florestais e agrícolas.
Associar benefícios sociais e econômicos com uso do solo, mudança de uso do solo, e florestamento (LULUCF) em muitas comunidades rurais ao redor do mundo, o fundo pretende agregar benefícios climáticos globais, e créditos de redução das emissões aos seus participantes.

Prototype Carbon Fund

Parceria entre 17 companhias e seis governos, gerenciado pelo Banco Mundial, operacional desde abril de 2002. Como primeiro fundo de carbono, sua missão é ser pioneiro no mercado de redução das emissões de gases do efeito estufa, enquanto promove o desenvolvimento sustentável. O fundo possui um capital de $180 milhões.

The Netherlands CDM Facility

O Banco Mundial anunciou, em maio de 2002, um acordo com os Países Baixos para o estabelecimento de recursos para adquirir créditos de emissões reduzidas. A iniciativa, que possui capital de $264.7 milhões, apóia projetos em países em desenvolvimento que gerem potenciais créditos sob o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), estabelecido pelo Protocolo de Kyoto.

Danish Carbon Fund

Estabelecido em janeiro de 2005. O fundo considera projetos de MDL e JI. Tem preferência para projetos em áreas como: energia eólica, co-geração, hidrelétrica, biomassa e aterros sanitários.

MGM International

Empresa que trabalha com o financiamento, desenvolvimento e comercialização de projetos créditos de carbono.

Econergy

Empresa de energias limpas. Trabalha com financiamento, desenvolvimento e negociação de projetos para geração e venda de créditos de carbono.

Austrian JI/CDM Programme

Organizado pelo Ministério de Agricultura e Florestamento, Meio Ambiente e Gerenciamento Hídrico da Áustria. Adquire créditos de emissões reduzidas provenientes dos mecanismos de flexibilização do Protocolo de Kyoto, Mecanismo de Desenvolvimento Limpo e Implementação Conjunta (JI - Joint Implementation). Financia alguns serviços em particular, como estudos de linha de base, PDD e outros necessários para o desenvolvimento de tais projetos.
Não se interessa por projetos de sumidouros de carbono (carbon sinks, reflorestamento e florestamento).

Climate Trust

Organização sem fins lucrativos que oferece reduções de emissões de gases do efeito estufa provenientes de projetos de alta qualidade.
Um dos objetivos do fundo é identificar e financiar projetos de qualidade, anunciando periódicamente solicitações de projetos.

fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/mecanismo_de_desenvolvimento_limpo__mdl_/financiamentos

MDL- Passo a passo do projeto

Passo a passo do projeto

O processo de registro para um projeto de MDL é longo e atualmente leva em torno de um ano.
A seguir você encontra um esquema explicativo das diferentes fases do processo e as autoridades envolvidas em cada uma delas.
1. Desenvolvimento do Documento de Concepção do Projeto (PDD - Project Design Document): http://cdm.unfccc.int/Reference/Documents.

2. Validação pela Entidade Operacional Designada (EOD). Processo de avaliação independente das atividades de um projeto, feito por uma EOD, sendo que o projeto deve se enquadrar nas regras do MDL, segunda a decisão 17/ COP.7.

3. Aprovação do projeto segundo os critérios de desenvolvimento sustentável definidos pela Autoridade Nacional Designada (AND), que no caso do Brasil é a Comissão Interministerial de Mudanças Globais do Clima (www.mct.gov.br/clima).

4. Solicitação de registro do projeto para o Comitê Executivo do MDL. De acordo com as regras e modalidades do MDL, o registro de um projeto é aceitação formal do Comitê Executivo do MDL de um projeto já validado. O registro é o pré-requisito para a verificação, certificação e para a expedição das Reduções Certificadas de Emissão (RCEs).

5. Elaboração de um plano de monitoramento e cálculo das reduções de emissão, resultando em um relatório de monitoramento.

6. Verificação pela EOD. É uma revisão periódica, feita pela EOD, para monitorar a redução das emissões de GEE por fontes antropogênicas que ocorreu como resultado de um projeto de MDL registrado.
A certificação é a confirmação escrita pela EOD, que durante um período específico, uma determinada atividade alcançou a redução das emissões antropogênicas de GEE, como verificado.

7. Determinação da quantidade RCEs pela EOD e encaminhamento ao conselho executivo do MDL, que faz a emissão das RCEs.

Por Fernanda B. Muller, CarbonoBrasil
Imagem: Lucas B. Muller, CarbonoBrasil

fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/mecanismo_de_desenvolvimento_limpo__mdl_/passo_a_passo_do_projeto









RCEs - Redução Certificada de Emissões

Mercado de Carbono / Protocolo de Quioto / Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) /

RCEs

A Redução Certificada de Emissão (RCE) equivale a uma tonelada métrica de dióxido de carbono equivalente, calculada com base no potencial de aquecimento global dos gases do efeito estufa definido pela decisão 2/COP3 ou pela revisão apresentada no Artigo 5 do Protocolo de Quioto. Conhecidas como créditos de carbono, são resultantes dos projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), de acordo com as definições do Artigo 12 do Protocolo de Quioto.


Potencial de Aquecimento Global ou Global Warming Potential (GWP)

Parâmetro definido pelo Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC), utilizando o dióxido de carbono como base (CO2equivalente), para comparar o efeito dos diferentes gases na ampliação do efeito estufa. Existem discussões sobre o GWP de alguns gases, como o metano.

O valor e os cálculos referentes ao GWP podem ser encontrados no 4° Relatório do IPCC.
 

PROJETOS DE MDL

Exemplos de Projetos


Projeto COTRIBÁ de Tratamento de Dejetos de Suínos

A Cooperativa Agrícola Mista General Osório (COTRIBÁ) implantou um programa de manejo de dejetos nas granjas de suínos confinados com o objetivo de reduzir as emissões de gases do efeito estufa e melhorar as condições de vida da população no local da atividade de projeto.

O projeto substitui o sistema de lagoas anaeróbias seqüenciais por digestores anaeróbios que capturam e queimam metano. De acordo com a Cotribá, esta alteração no sistema de manejo de dejetos de suínos irá resultar numa redução de emissões de 15.525 toneladas de CO2e durante o período de recebimento de créditos.


Projeto de Abatimento de Óxido Nitroso na PAN 2 Fosfertil Piaçagüera

O projeto da indústria de fertilizantes Fosfertil envolve a instalação de um catalisador secundário para abater o óxido nitroso (N2O) no interior do reator onde ele é formado.

O total de reduções de emissões é estimado em 171.931 toneladas de CO2e/ano para o primeiro período de obtenção de créditos, com duração de sete anos.


Projeto de Gás de Aterro Sanitário de Feira de Santana

O objetivo é captar e utilizar o biogás gerado a partir da decomposição dos resíduos orgânicos depositados no Aterro Sanitário de Feira de Santana para a produção de eletricidade.

A queima do gás de aterro sanitário para gerar energia envolve a destruição do metano, levando assim à redução das emissões de gases do efeito estufa. O local do aterro ocupa uma área de 36 hectares, e atualmente a taxa média de recebimento de lixo é de 365 toneladas por dia, ou superior a 130 mil toneladas por ano.

Até o final do primeiro período de creditação, o Aterro estima a redução de 298.004 toneladas de CO2e.


Queima de Biomassa Sólida para Geração de Vapor de Processo na Fabricação de Cerveja, em Substituição a Óleos Combustíveis nas Filiais da AMBEV em Agudos (SP) e Teresina (PI)

O projeto consiste na substituição de combustíveis fósseis (óleos combustíveis BPF 3 A e BPF 1 A) por fontes renováveis na matriz energética das Filiais da AMBEV em Agudos (FAG) e Teresina (FTE). O excedente de biomassa proveniente de serrarias das redondezas será utilizado como combustível para as caldeiras.

O total de reduções estimadas durante um período de dez anos é de 500.350 toneladas de CO2e.


Facilitando o Reflorestamento para o Gerenciamento de Divisores de Água de Guangxi na Bacia do Rio Pérola

Único projeto de MDL já aprovado pelo Comitê Executivo na modalidade “reflorestamento de terra degradada”, tem como objetivo reflorestar os divisores de águas da Bacia do Rio Pérola, na China, explorando abordagens técnicas e metodológicas relacionadas ao seqüestro de carbono e melhorias nos modos de vida da população e do meio ambiente natural. O Biocarbon Fund, do Banco Mundial, financiou o projeto, cujos créditos pretendidos alcançam 462,014 t CO2e.

Fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/mecanismo_de_desenvolvimento_limpo__mdl_/p=2

MDL - Mecanismo de Desenvolvimento Limpo

Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)

 
O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) foi criado pela Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC - United Nations Framework Convention on Climate Change) como uma maneira de ajudar os países a cumprirem as metas do Protocolo de Quioto (Artigo 12).

A proposta de MDL consiste na implantação de um projeto em um país em desenvolvimento com o objetivo de reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEEs) e contribuir para o desenvolvimento sustentável local. Cada tonelada de CO2 equivalente deixada de ser emitida ou retirada da atmosfera se transforma em uma unidade de crédito de carbono, chamada Redução Certificada de Emissão (RCE), que poderá ser negociada no mercado mundial.

Os principais compradores são países, empresas ou indivíduos que desejam reduzir as emissões de GEEs de uma maneira mais barata que investir em ações no próprio território.

O órgão responsável pela supervisão do MDL é o Comitê Executivo (CE) da UNFCCC, que aprova os projetos e as metodologias deste esquema. Um dos membros do CE é o brasileiro José Domingos Miguez, que também exerce a função de Coordenador Geral de Mudanças Globais do Clima na Comissão Interministerial de Mudanças do Clima . Esta Comissão é a Autoridade Nacional Designada (AND), que aprova os projetos no Brasil. Clique aqui e veja estatísticas das atividades de projeto no âmbito do MDL no Brasil e no mundo.

Para desenvolver um projeto de MDL você pode consultar as metodologias já aprovadas, disponíveis no site do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Mais informações, com detalhes sobre cada etapa de aprovação do projeto, como preparar um PDD, metodologias, explicações detalhadas sobre cada parte envolvida, acesse a Cartilha MDL Ilustrado 8 , produzida pelo IGES .

Em 24 de maio de 2010, 2.211 projetos haviam sido registrados pelo Comitê Executivo do MDL, resultando em 414.217.782 RCEs expedidas. As expectativas para geração de RCEs para todos os projetos que estão nos diferentes estágios de aprovação somam 1,7 bilhões de RCEs (clique aqui para dados atualizados).

Dados UNEP Risoe


De acordo com o UNEP Risoe, em 2011, as taxas de propostas para projetos de MDL tiveram alta. Em maio, 141 projetos de MDL entraram no processo de aprovação (pipeline), contra 120 em abril. Até agora, foram emitidas 624 milhões de RCEs, e o índice de sucesso médio é de 95,6%. O pipeline do MDL contém agora 6292 projetos.

Em maio, a emissão de RCEs chegou a 19 milhões de unidades, seguindo a tendência de abril, no qual a emissão chegou a 29,1 milhões. Com isso, o UNEP Risoe espera que o número de RCEs expedidas até o final de 2012 chegue a 1,08 bilhões.

MDL Programático

Agora passou a ser possível conseguir RCEs com projetos de reciclagem de plásticos e ácido sulfúrico. Duas novas metodologias de pequena escala foram aprovadas no primeiro trimestre de 2010.
 

Protocolo de Quioto

Protocolo de Quioto

Frente às evidências científicas das causas do aquecimento global e dos riscos climáticos decorrentes do problema, autoridades de mais de 160 países criaram em 1997 o Protocolo de Quioto, um tratado internacional que determina metas de redução de emissões de gases do efeito estufa (GEE) e estimula o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.

Pelo acordo, que entrou em vigor em 2005, os países industrializados devem reduzir as emissões de GEE, durante o período de 2008 a 2012, em uma média de 5,2% em relação aos níveis de 1990. Isso representa conter 5 bilhões de toneladas de CO2.

Cada país tem uma meta, calculada com base na contribuição de cada um para as emissões totais de GEE lançadas na atmosfera desde a revolução industrial.

Por isso, os países pobres e em desenvolvimento não possuem metas, pois passaram por um processo de industrialização tardio e apenas nos últimos anos aumentaram significativamente as emissões.

O Protocolo ganhou este nome porque foi criado durante a terceira Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 3) realizada na cidade de Quioto, no Japão, e é um complemento à Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e desenvolvimento – ECO 92, realizada em 1992 na cidade do Rio de Janeiro.

Os países integrantes do Anexo 1 da Convenção devem seguir os compromissos de redução listados no Anexo B do protocolo, com exceção dos países em desenvolvimento, como Brasil, China e Índia. O principal papel destas nações é diminuir as emissões ou mitigá-las através de projetos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).

Mas isto é suficiente para reduzir o aquecimento global?

O percentual é considerado pouco para resolver o problema. Ainda que as emissões caíssem pela metade, não seria suficiente para que a temperatura da Terra deixasse de aumentar. No entanto, este foi o único acordo a que os países conseguiram chegar em 1997 e, mesmo assim, já foi difícil. Imagine mais de 160 grupos de pessoas, cada qual defendendo um interesse, buscando um consenso?

Justamente por isso, hoje as Convenções das Partes avançam pouco na discussão pelo acordo que substituirá o Protocolo de Quioto, após 2012.

Em razão da demora para definir algum tipo de acordo para limitar as emissões, a ONU reconhece que após término do Protocolo de Quioto, deve haver um período em que o planeta ficará sem nenhum tratado de continuidade ou extensão do Protocolo.

“Mesmo se acontecer um consenso sobre um texto legal, seria preciso realizar alterações no Protocolo de Quioto, o que requere a ratificação de três quartos dos signatários e não há mais tempo para isso entre Durban e o fim de 2012”, declarou Christiana Figueres, presidente da UNFCCC.

Relatório Banco Mundial - Mercado de Carbono

Relatório do Banco Mundial indica crescimento especulativo do mercado com baixo financiamento de novos projetos

O relatório "State and Trends of the Carbon Market 2010" publicado pelo Banco Mundial em maio de 2010 demonstrou um crescimento do mercado de carbono da ordem de 6% durante o ano de 2009, mesmo diante da crise financeira internacional, com valores totais negociados na ordem de US$ 144 bilhões em comparação a US$ 136 bilhões durante 2008.

Embora tenha ocorrido tal crescimento em um ano de crise financeira, certo é que tal situação decorre de um movimento especulativo, pois não se verifica uma atividade forte de financiamento de novas iniciativas de projetos Mecanismo de Desenvolvimento Limpo ou Implementação Conjunta .

Tal relatório demonstrou uma redução significativa do financiamento pelos países industrializados nos países em desenvolvimento, de forma que as reduções de gases efeito estufa cairam pela metade (de 211 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) em 2009, contra 404 milhões em 2008). Os investimentos diretos nos projetos de MDL caíram 59% para US$ 2,7 bilhões em 2009, conclui o Banco Mundial, segundo ano seguido que os investimentos declinam. Em 2008, o Banco havia dito que os investimentos no MDL haviam caído para US$ 6,5 bilhões, uma queda de 12,3% ano a ano.

O Banco Mundial ressaltou que: "A crise financeira estimulou as instituições financeiras e os investidores privados a desalavancagem e a redirecionar suas posições longe de investimentos de risco e para ativos mais seguros e mercados", em seu relatório publicado na Carbon Expo em Colônia, Alemanha.

O relatório traz expectativas que a demanda liquida cumulativa para os três ativos de Quioto (RCEs, ERUs, AAUs) até 2012 subirá este ano para 230 milhões de toneladas, considerando-se a demanda total menos o que já foi adquirido e adotando parametros conservadores de crescimento econômico. Isto se dará por conta principalmente das atividades dos governos europeus para cumprir as suas metas de reduções, porém somente com uma sinalização positiva de um cenário pós Quioto é que realmente teremos um fluxo de capitais mais consistente para os países em desenvolvimento que não sejam China e Índia, países que mais tem recebido capital dos fundos de energia limpa e reduções de emissões.

A grande expectativa é a implementação do mercado norte-americano, após o anúncio dos principais tópicos do Climate Act Bill pelos Senadores John Kerry e Lieberman no último dia 12 de maio.

O RGGI (Regional Greenhouse Gas Initiative), apenas para termos uma idéia, subiu o volume financeiro de negociações para US $ 2,2 bilhões no ano passado (2009) em comparação a US $ 200 milhões em 2008, disse o relatório. Além disso, o volume de trocas de permissões que em 2008 foi da ordem de 62 milhões subiu para 805 milhões em 2009, ou seja, quatro vezes mais que o esquema europeu, somadas as EUAs e RCEs. Vamos aguardar e torcer para que em Dezembro (COP 16), finalmente, possamos ter o grande mercado norte-americano aberto aos nossos projetos.

fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/mercado_de_carbono/p=2

Mercado de Carbono

Mercado de Carbono

 
O Homem lança mais de 35,5 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano* na atmosfera, o principal gás causador do aquecimento global. Para diminuir estes números, foram criados projetos de redução de emissões de gases do efeito estufa.

Estes projetos, após serem avaliados segundo metodologias aprovadas pela Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), podem gerar créditos de carbono e serem utilizados por países desenvolvidos integrantes do Anexo 1 do Protocolo de Quioto para alcançar suas metas de redução das emissões de gases do efeito estufa. O Protocolo de Quioto institui o mercado de carbono como um dos mecanismos para reduzir os custos no corte das emissões, assim como o Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) e a Implementação Conjunta.

O mercado de carbono também existe fora do contexto de Quioto, com vários programas voluntários de redução das emissões, como os dos Estados Unidos. O mercado voluntário abre as portas para a inovação, já que não tem muitas regras pré-estabelecidas como no Protocolo de Quioto, e para projetos de menor escala que seriam inviáveis sob Quioto.

As negociações são guiadas pelas regras comuns de mercado, podendo ser efetuadas em bolsas, através de intermediários ou diretamente entre as partes interessadas. A convenção para a transação dos créditos é o CO2 equivalente.

Atualmente o comércio de crédito de carbono está movimentando a economia de grandes países. O Brasil, que já ocupou o primeiro lugar no ranking dos principais produtores de projetos, acabou perdendo o lugar para a China e a Índia. Esses dois países em conjunto com a Austrália, Coréia do Sul e Japão produzem quase metade dos gases causadores do aquecimento global. Segundo especialistas, o potencial brasileiro é muito grande, existindo uma grande expectativa nesse novo mercado.